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O governo vai acabar com a Declaração de Informações
Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) a partir de 2014,
informou hoje (6) o subsecretário de Fiscalização da Receita
Federal, Caio Marcos Candido. O documento traz dados relativos
ao Imposto de Renda, faturamento e balanço das empresas.
“A intenção da Receita é facilitar o preenchimento dos
documentos obrigatórios, absorvendo informações que já foram
entregues no Sped [Sistema Público de Escrituração Digital]”,
explicou.
Segundo o subsecretário, a demora na implantação é por cautela,
para garantir que todos as informações disponíveis serão
unificadas no Sped. “A Receita Federal tem funcionamento baseado
em informação, não pode abrir mão de informação sem ter garantia
que a obteremos de outros meios. O prazo elástico é para dar
garantia de que haverá informações no prazo programado”, disse
Candido.
O processo será implantado inicialmente nas empresas que
declaram pelo lucro real, que são as companhias de maior porte e
correspondem a 80% da arrecadação. “Sempre informamos de maneira
cautelar, não adianta falar que vai ser tudo de uma vez. Vamos
iniciar pelas maiores [empresas]. Apesar de ter mais informação,
vamos atingir um público menor para ter certeza de fase
concluída. É melhor testar sistema com menos pessoas. Quanto ao
lucro presumido [empresas de menor porte], a informação é bem
mais simples que a informação do lucro real”, disse Candido. As
empresas que declaram pelo lucro presumido serão liberadas do
DIPJ em 2015.
O subsecretário adiantou que a Declaração Especial de
Informações Fiscais Relativas à Tributação de Bebidas
(DIF-Bebidas), cuja apresentação hoje é obrigatória, será
extinta ainda este ano. O mesmo vai ocorrer com a Declaração do
Imposto Territorial Rural (DITR) para imóveis imunes e isentos,
que é obrigatória para propriedades de cunho social ou
agricultura familiar. Outras cinco declarações também serão
extintas.
Fonte: Agência
Brasil
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