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O presidente da Petrobras,
José Sergio Gabrielli, disse que a redução do valor da
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a
gasolina não vai influenciar no caixa da companhia. “Eu não
entendo como vá aliviar o caixa da Petrobras. A Cide não
pertence à Petrobras. Pertence ao Ministério da Fazenda, ao
governo brasileiro. Não tem nenhum reflexo sobre o caixa da
Petrobras, que cobra a Cide do distribuidor e repassa ao governo
federal. Não usa a Cide para fazer caixa.”
Gabrielli, que participou da abertura do 4º Congresso
Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio, disse
que não é possível prever se a medida representará alteração no
preço do combustível nos postos. “Nós vamos recolher o que for
definido pelo Ministério da Fazenda. Qual o efeito disso sobre a
ponta? Nós não sabemos. A gasolina sai da refinaria a R$ 1,05
desde maio de 2009. Chega na bomba a R$ 2,80; R$ 2,90; R$
2,70... Essa diferença depende dos impostos estaduais, dos
impostos municipais, da margem das distribuidoras e mais de 37
mil postos, que a Petrobras não controla”, explicou.
O presidente da Petrobras disse que houve crescimento de 19% no
consumo de gasolina em 2010, mas considerou que o aumento na
importação do combustível, de 7 mil barris por dia no ano
passado para 30 mil barris por dia este ano, não trouxe
problemas para a companhia. O vilão é o etanol.
“O problema não está na gasolina. O problema está no álcool.
Está na cana-de-açúcar. Nós temos um investimento que não foi
realizado em 2008 e 2009 na nova plantação de cana. Nós tivemos
safras ruins nesses anos e você precisa plantar. Isso leva
tempo. Não vai ser possível ampliar a plantação de cana em menos
de dois, três anos. Então, nós vamos ter um fenômeno de dois,
três anos de escassez de álcool.”
Fonte: Agência Brasil
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