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A redução dos valores da
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a
importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás
natural e derivados e álcool etílico teve por objetivo evitar
que a alteração do percentual de mistura de álcool anidro à
gasolina, prevista para ocorrer a partir de 1º de outubro,
resulte em aumento do preço dos combustíveis para o consumidor
final. Foi o que explicou hoje (27) o secretário de
Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio
Henrique Silveira.
O Diário Oficial da União publicou na edição de hoje o decreto
que reduz os valores da Cide. Com isso, o valor da contribuição
sobre o metro cúbico de combustível cai de R$ 230 para R$
192,60.
De acordo com o secretário, a medida foi “exclusivamente
motivada pelo pequeno aumento de preço que poderia derivar da
mudança da mistura [de álcool anidro na gasolina]”. Ele, no
entanto, ressaltou que a medida não garante a manutenção dos
preços atuais. "O preço é livre", lembrou.
A partir de outubro, o percentual de álcool anidro na gasolina
do tipo C passará de 25% para 20%. “Com isso, o percentual de
gasolina do tipo A [na composição da do tipo C] passará de 75%
para 80%. Como se trata de um produto mais caro [que o etanol
anidro], compensaremos [a variação] por meio da redução dessa
alíquota”, disse o secretário.
Por esse motivo, o governo reduziu a Cide em R$ 0,04 por litro,
passando de R$ 0,23 para R$ 0,19. Segundo projeção do governo,
deixarão de ser arrecadados, em valores líquidos, R$ 50 milhões
este ano devido à redução do tributo.
Fonte: Agência Brasil
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