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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não
descartou hoje (27) a possibilidade de reajuste do preço da
gasolina. Segundo ele, é difícil fazer previsão porque até
chegar à rede varejista existem vários fatores que podem influir
na valorização do produto, como o impacto das oscilações no
mercado internacional e repasse ao consumidor final de despesas
como impostos e margem de lucro.
Desde 2009, observou Gabrielli, o preço do litro de gasolina
está fixado em R$ 1,05, nas refinarias da estatal que responde
pela formação de um terço da valorização do combustível no
comércio varejista.
No entanto, assinalou o executivo, caso haja aumento da demanda
em razão da queda na oferta de etanol, o país terá de recorrer à
importação . “Nossa capacidade de produção [gasolina] está no
limite. Se a demanda crescer, vamos ter importar mais.”
Segundo Gabrielli, 95% dos derivados de petróleo distribuídos no
mercado brasileiro são produzidos no país e apenas 5% são
importados. Neste ano, informou, o volume comprado no exterior
equivale a três dias de consumo ante quatro dias, no ano
passado.
Ele deu as declarações depois de apresentar o Plano Estratégico
Petrobras 2020, que prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões de
2011 até 2015, para um grupo de investidores, em São Paulo. Esse
montante envolve a execução de 688 projetos dos quais já foram
aprovados um total 275, em 2009; 95 em 2010 e 104 este ano.
Fonte: Agência Brasil
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