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Apesar das reclamações e ameaças do governo, os preços dos
combustíveis cairiam naturalmente com o início da safra de
cana-de-açúcar, assegurou o presidente do Sindicato Nacional das
Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes
(Sindicom). Alízio Vaz afirmou hoje (12), em entrevista à
Agência Brasil, que “ todos [os revendedores] já estão baixando
[os preços] independentemente de qualquer manifestação
[governamental]. E baixam, como todos os anos. É sempre assim: a
safra [da cana] começa e os preços despencam, tanto da gasolina
quanto do etanol”.
Segundo o representante dos distribuidores, o sindicato não
interfere nos preços de varejo e o mercado nunca demonstrou
preocupação com supostas práticas ilegais, como formação de
cartel. “Na distribuição de combustíveis, não vejo qualquer
possibilidade desse tipo de procedimento. Nossas empresas sempre
se pautaram pela competição e pelas leis do país. Nunca
compactuariam com qualquer tipo de cartel e acordos”, garantiu
Vaz.
O Sindicom representa as principais companhias distribuidoras do
país, que respondem por mais de 80% do volume de combustíveis e
lubrificantes que chegam aos pontos de revenda.
Alízio Vaz disse que os efeitos da entressafra da cana-de-açúcar
são sentidos em todo o país, em todas as regiões. O que pode
produzir alguma diferença no preço final do etanol e da gasolina
são os impostos estaduais, como o ICMS, e o custo do transporte.
Além disso, as distâncias podem definir também a velocidade da
queda do preço em diferentes partes do país. Nesse caso, os
consumidores de São Paulo, principal estado produtor de
biocombustíveis do país e sede de uma das maiores refinarias da
Petrobras (Paulínia), sentem a mudança mais rapidamente. “Em
locais mais distantes, como Rio Grande do Sul e Rondônia, a
queda pode ser mais demorada, uma vez que o produto demora mais
pra chegar. Mas é uma diferença de dias ou semanas”, disse o
presidente do Sindicom.
Fonte: Agência
Brasil
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