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A nova
Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) vai incluir o setor
de comércio e serviços, disse hoje (21), na Associação Comercial
do Rio de Janeiro (ACRJ), o ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
De acordo com ele, essa é uma questão que não pode ficar ausente
de uma discussão de desenvolvimento produtivo. “Esse é um setor
que responde por quase 60% do emprego, da mão de obra no Brasil.
Então, tem que incluir esse setor também nessa discussão.”
Pimentel esclareceu que não será dado incentivo ao comércio. A
ideia, enfatizou, é estimular uma parceria mais estreita entre a
indústria e o comércio. “O comércio precisa de um estreitamento
do seu diálogo com a indústria, porque quem vende o produto da
indústria é o comércio. Se você estreita esse laço, vai ter
produtos mais adequados ao mercado, produtos mais inovadores e
tecnologicamente mais bem feitos e que atendam mais o
consumidor.”
Esse diálogo deve resultar no aumento das vendas do comércio e
crescimento da produção. “É isso que queremos. O comércio não
pode ficar ausente da conversa com a indústria.”
Segundo Pimentel, o governo pretende também incluir no debate a
construção de uma política de comércio exterior, que tente
impulsionar o desenvolvimento produtivo. “privilegiando o
conteúdo nacional, trabalhando no sentido de que as cadeias de
produção, ao serem permeadas pela importação, não percam sua
soberania, sua característica brasileira.”
A discussão sobre a nova PDP se estenderá por todo o mês de
março, ouvindo representantes dos setores envolvidos, disse o
ministro. A orientação dada pela presidenta Dilma Rousseff é que
a PDP possa ser concluída, no máximo, até abril, para que possa
anunciá-la ao país.
Ao falar a empresários da ACRJ, o ministro deixou claro que não
há solução mágica para o comércio exterior. Para vencer
concorrentes como a China, por exemplo, o Brasil deve reagir com
competitividade e respeitando as regras da Organização Mundial
do Comércio (OMC). “Vamos ter que descobrir a receita da
competitividade.”.
A restrição às importações não faz a balança comercial
brasileira melhorar, assinalou Pimentel. “Precisamos, ao
contrário, ampliar a rede de comércio”. Ele afirmou ainda que o
governo vai restringir os produtos que entram no país e que
representam danos à indústria nacional.
“Produtos que entram via subfaturamento ou que entram com
falsificação de origem. Isso faz parte da defesa comercial
básica de qualquer país. Porém, não é isso que vai salvar o país
de um desequilíbrio da balança comercial”. Segundo ele, o Brasil
precisa é buscar competitividade.
Fonte: Agência
Brasil
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