| |
|
Painel
sobre etanol discute o crescimento
do mercado e a fiscalização do setor |
No painel “Desafios e oportunidades do mercado brasileiro de
combustível” realizado nesta quarta-feira, 4, durante o fórum da
feira Postos & Conveniência foram tratados vários temas ligados
ao setor de etanol, entre eles, o crescimento do mercado, a
produção agrícola da cana-de-açúcar, a sonegação fiscal do
etanol e o novo marco regulatório para biocombustíveis.
O diretor de Combustíveis Recicláveis do Ministério de Minas e
Energia, Ricardo Dornelles, estima que em 2019 o consumo do
etanol brasileiro estará girando em torno dos 60 bilhões de
litros. Segundo ele, o ministério espera para os próximos 10
anos expandir a exportação do etanol brasileiro para os Estados
Unidos, União Européia e Ásia. Atualmente o mercado de etanol
equivale a 80% do consumo de combustível no Brasil e nos EUA.
O crescimento do mercado do etanol e, conseqüentemente, o
crescimento na produção da cana-de-açúcar, representa um aumento
na geração de empregos no Brasil, afirmou o secretário executivo
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel
Bertone. De acordo com Bertoni, a distribuição das fontes de
produção agrícola dos biocombustíveis pelo País é uma garantia
de emprego para a população e uma forma de manter o mercado
abastecido. “O setor privado deve fazer parcerias estratégicas,
pois não podemos deixar o mercado desabastecido. E o governo,
deve agir com a criação de políticas públicas para o setor,”
disse.
Outro foco do painel foi a deficiência na fiscalização sobre os
tributos das transações do etanol. Segundo se constatou no
debate, deve haver uma maior fiscalização por parte do governo,
pois a laguna existente na fiscalização, facilita a sonegação
por parte de algumas grandes usinas, que não pagando impostos
vendem o etanol mais barato, quebrando os pequenos produtores.
“Uma solução efetiva para isso seria ninguém pagar imposto ou
senão, todos pagarem, porque da forma que está não dá, o governo
deve tomar uma atitude”, destacou o presidente da
Fecombustíveis, Paulo Miranda. Para o presidente da Abieps
Volnei Pereira, o governo deve pensar na execução das
estratégias de ação, “que são muito boas, mas não estão dando
resultados.” Segundo Volnei, uma solução seria novas regras para
a fiscalização brasileira com a reforma tributária.
O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Allan Kardec
Duailibe Filho, acredita que pressionar os órgãos responsáveis
pela fiscalização é uma das saídas para o problema. Ele sugeriu
ainda este mês uma reunião na ANP com representantes da Receita
Federal de todos os estados e os representantes do Sindicom,
Abieps, Fecombustíveis, Minas e Energia e Agricultura para
discutir o assunto. “Talvez divulgar o nome dessas empresas
sonegadoras seja uma medida simples de resolver a questão,”
sinalizou o vice-presidente executivo do Sindicom, Alísio Vaz. O
marco regulatório deverá conter as diretrizes para essa
fiscalização. No momento, o documento se encontra em discussão
no Senado Federal.
|
|