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Varejo
registra o melhor desempenho no pós-crise e CNC prevê
crescimento de 5,3% em 2009 |
O IBGE divulgou em 15 de dezembro o resultado a Pesquisa Mensal
do Comércio (PMC) referente a outubro, que mostra que as vendas
do varejo brasileiro subiram 8,4% em relação ao mesmo mês de
2008. Foi o melhor resultado desde outubro de 2008. Na
comparação com o mês passado a alta foi de 1,4% - a melhor taxa
desde julho deste ano. No acumulado do ano, o volume de vendas
aumentou 5,1%, e, em 12 meses, a alta foi de 5%. Com o
resultado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços
e Turismo (CNC) reviu a sua projeção de crescimento para o
varejo em 2009, de 5,1% para 5,3%.
“Todos os resultados são muito bons, mas o melhor foi o que
chamamos de difusão: todos os setores pesquisados registraram
altas nas vendas, o que não acontecia desde janeiro de 2008”,
afirma Fabio Bentes, economista da CNC.
O setor de bens semiduráveis foi o destaque da PMC. Na
comparação com setembro, todas as oito atividades pesquisadas
registraram crescimento, com destaque para artigos
farmacêuticos, medicamentos, artigos de ortopedia e de
perfumaria, com avanço de 2,5%. Também tiveram expansão
significativa as vendas de tecidos, vestuário e calçados (1,9%),
livros, jornais, revistas e papelaria (1,8%) e de combustíveis e
lubrificantes (1,6%). Em relação a outubro de 2008, também houve
expansão nas oito áreas avaliadas, principalmente os setores de
livros, jornais, revistas e papelaria (13,3%), hiper,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (12,2%) e
artigos farmacêuticos, medicamentos, artigos de ortopedia e de
perfumaria (11,3%)
No comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos
e motos, partes e peças e material de construção, as vendas
registraram queda de 2,6% em outubro, frente a setembro. Na
comparação com outubro de 2008 houve alta de 11,2%. As vendas de
veículos e motos, partes e peças caíram 15,8% na comparação com
setembro. Já as vendas de material de construção no varejo
registraram alta de 0,8%, o que reverte a queda vista em
setembro, de 1,2%.
Fonte: CNC
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