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País perde
R$ 1 bilhão com sonegação de impostos na
venda de álcool combustível |
O Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão por ano com a
venda de etanol nas bombas dos postos de todo o país, sem que
seja recolhido aos cofres públicos o imposto relativo à
comercialização do produto.
A estimativa é do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras
de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), apresentada hoje
(10), durante encontro com jornalistas em que se fez um balanço
do setor, em 2009.
Na avaliação do vice-presidente executivo do Sindicom, Alísio
Vaz, cerca de 30 a 50 empresas de distribuição operam de forma
irregular no mercado, ou sonegando ou deixando de pagar parte do
produto comercializado.
Essa constatação levou a uma intensificação das ações
fiscalizadoras por parte da Agência Nacional do Petróleo (ANP),
que resultaram no cancelamento de 44 autorizações de
distribuidoras, 37 de combustíveis e 7 de solvente – utilizado
para adulterar a gasolina.
Para tentar reverter este quadro, o Sindicom defende penalidades
mais rígidas para os sonegadores, a equiparação do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado para os
solventes e também para a gasolina.
“Ao não pagar impostos integralmente, essas distribuidoras estão
praticando uma concorrência desleal e prejudicando as diversas
instâncias de governo. A nossa avaliação é de que 30% do volume
de etanol hidratado comercializado não têm o devido imposto
recolhido e que pelo menos 50% das distribuidoras estão
inadimplentes. Ou seja, não recolhem o tributo em sua
totalidade”, afirmou Vaz.
Do que é sonegado pelas distribuidoras, R$ 400 milhões por ano
dizem respeito ao pagamento do PIS/Confins e outros R$ 600 mil
ao do ICMS, segundo o sindicato. “Isso envolve a sonegação de
1,9 bilhão de litros, de um total de 18,5 bilhões
comercializados, além de outros 6,7 bilhões de litros que são
comercializados por empresas que estão no grupo das
inadimplentes, e que pagam apenas parcialmente os seus
impostos”, disse.
Fonte: Agência Brasil
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