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Economia
fluminense
demonstra fôlego e cresce |
O Índice de Desempenho (Ides), um dos indicadores da micro e
pequena empresa medidos pelo Sebrae/RJ em parceria com a
Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a economia fluminense
está ganhando fôlego e se recuperando dos efeitos da crise
mundial. Segundo os dados coletados em julho de 2009, tanto o
faturamento quanto a massa salarial tiveram significativo
aumento, 3,6% e 1,9%, respectivamente, acima da variação do
IPCA. De todos os itens pesquisados, o único que ainda falta
voltar aos patamares anteriores é o pessoal ocupado.
Mas já mostra uma tímida melhora quanto a junho: aumento de
0,2%. Em números os resultados indicam que as MPE fluminenses
faturaram R$ 5 bilhões, ocuparam 1,9 milhões de pessoas – entre
sócios e empregados – e injetaram na economia R$ 1,2 bilhão, em
salários.
Regionalmente, os índices de pessoal ocupado foram capitaneados
pelo interior, que teve aumento de 0,6%, contra 0,1% na região
metropolitana. Já no plano setorial, a recuperação foi de 0,1%,
0,2% e 0,3%, na indústria, nos serviços e no comércio,
respectivamente. Quanto à comparação em 12 meses, a queda foi de
3,1% em relação a julho de 2008, puxada pela região
metropolitana (-4,1%), contra a retração de 0,5% no interior.
Por segmento, a maior queda ocorreu no comércio (-3,8%).
Indústria e serviços apresentaram reduções de 2,1% e 2,8% no
pessoal ocupado, respectivamente.
Na variação mensal, a massa salarial dos empregados das MPE do
Estado do Rio cresceu 1,9% acima do IPCA. O interior indicou
aumento de 2,6% e a região metropolitana 1,7%. Já no plano
setorial, os serviços tiveram melhor desempenho, com crescimento
de 2%, seguido do comércio (1,9%) e da indústria (1,4%). Na
comparação de 12 meses, a massa salarial gerada pelas micro e
pequenas empresas cresceu 4,5% acima do IPCA, em relação a julho
de 2008.
O resultado ainda reflete os ganhos de renda acumulados nos
últimos anos, que, no entanto, vem se deteriorando – a massa
salarial havia crescido 10,1% em 12 meses, de janeiro de 2008 a
janeiro deste ano.
O interior do estado novamente foi o carro-chefe do crescimento
da massa salarial: 7,7% contra 3,5% da região metropolitana. Os
setores da indústria e dos serviços apresentaram incremento de
5,2% e 5,1%, respectivamente. O desempenho do comércio foi mais
tímido, com um aumento de 3,5% acima da variação do IPCA.
O salário médio por empregado praticado no período pode ser
sondado com a relação massa salarial x número de empregados. No
total, houve variação real no mês de 1,6%. A diferença entre
região metropolitana e interior foi muito pequena: 1,6% contra
1,8%, respectivamente. Já por setor, os serviços saíram na
frente, com 1,9%, seguidos do comércio (1,5%) e da indústria
(1,3%).
Quanto ao faturamento total das micro e pequenas empresas
empregadoras do estado, o crescimento foi de 3,6% acima do IPCA
em relação a junho, novamente liderado pelo interior do Rio,
cujo aumento foi de 5,3%. Na região metropolitana a variação foi
de 3%. O melhor desempenho por setor foi o de serviços: 4,3%,
seguido do comércio (3%) e da indústria (2,8%).
Na comparação de 12 meses, as MPE fluminenses apresentam
crescimento real no faturamento de 0,8%, revertendo,
timidamente, o quadro negativo apresentado nos dois meses
anteriores. Isso foi possível graças ao desempenho das
interioranas, que apresentaram crescimento de 6,6% contra o
resultado ainda negativo da região metropolitana: -1%. O aumento
de renda da população em 2008 beneficiou o comércio, cujo
crescimento foi de 8,3%, contrabalançando os resultados
negativos da indústria (-5,1%) e dos serviços (-4,3%).
Fonte:
Palácio Guanabara
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