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Telefonia lidera ranking de reclamações no Procon-RJ |
O ranking anual do Procon-RJ coloca o setor de telefonia em
primeiro lugar no número de queixas registradas pelos
consumidores: sete entre as dez empresas que mais receberam
queixas no período de setembro de 2008 a agosto deste ano são
ligadas ao serviço de telefonia (fixa e móvel). Segundo o
subsecretário-adjunto dos Direitos do Consumidor do Estado do
Rio, José Teixeira Fernandes, o mau atendimento é a fonte da
maioria dos problemas.
- O desrespeito aos padrões de qualidade estabelecidos pelo
Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelo Decreto 6.523,
principalmente pelas operadoras, tem atrapalhado muito. Tanto
que já há ações judiciais para multar algumas empresas por
descumprimento reiterado das regras - alerta Fernandes.
Das sete empresas mais reclamadas pelos usuários dos serviços de
telefonia, cinco são operadoras – Claro, Vivo, Oi, TIM e
Embratel – e duas fabricantes de celular – Sony Ericsson e Nokia.
O subsecretário-adjunto de Defesa dos Direitos do Consumidor
destacou que o mau atendimento não é privilégio das telefônicas.
Para ele, os fornecedores ainda não se deram conta que é
justamente o atendimento o que torna a clientela fiel:
- O atendimento é melhor quanto maior a concorrência. E o que
queremos com o ranking é incentivar o consumidor a fazer suas
escolhas com um olho nos benefícios oferecidos pelas empresas e
outro nas práticas que elas mostram pelos registros de
reclamações nos órgãos de defesa - explicou Fernandes.
Para Fernandes, é fundamental que o consumidor registre suas
queixas nas entidades de defesa do consumidor.
- Com a pressão dos consumidores, o que se traduz no volume de
reclamações, pode-se chegar ao ponto de descredenciar as
empresas que prestam um serviço público, via concessão, mas não
cumpram um padrão considerado mínimo de qualidade – completou.
A promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do
Rio, ressalta que a falta de clareza e de informação na venda de
produtos e serviços e o atendimento deficiente acaba por
deflagrar várias ações na Justiça que poderiam ser evitadas.
- É um efeito cascata: o consumidor fica insatisfeito, pois tem
um serviço diferente daquilo que acha que havia contratado e
busca a empresa para esclarecer. Ao chegar ao SAC é mal-atendido
ou, simplesmente, não é atendido, e aí o próximo passo é a
Justiça – salientou o promotor Rodrigo Terra.
Fonte: Palácio Guanabara
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