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Consumo de gás natural fecha primeiros sete meses com queda de mais de 27%

 

15/09/2009


O consumo de gás natural no país começou o segundo semestre deste ano como terminou o primeiro: em queda. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) indicam que o volume de gás natural comercializado em julho caiu 26,19% em relação a junho, quando considerado o consumo elétrico por parte das térmicas, e de 11,61, quando analisado separadamente do consumo das usinas movidas a gás.

Com a continuidade do processo de queda no consumo de gás em junho, os dados indicam que o país consumiu nos primeiros sete meses uma média diária de 37,2 milhões de metros cúbicos de gás – resultado que chega a ser 27,59% inferior ao período janeiro-julho de 2008. Nesse caso, desconsiderado o volume de gás relativo ao consumo termoelétrico, a queda seria um pouco menor: 18,87%.

“O consumo nacional de gás natural continua perdendo força e apresentou queda acentuada no início do segundo semestre do ano. A redução foi puxada em grande parte pela retração na comercialização para o segmento industrial, provocada principalmente pela falta de competitividade do gás natural em relação aos outros combustíveis, como o óleo combustível”, diz a Abegás.

Responsáveis por 62,49% do total da demanda do país, o consumo de gás natural das industrias chegou a cair 24,17%, nos primeiros sete meses de 2009, comparativamente a igual período de 2008.

A Abegás também considerou que o período de férias prolongado pelo adiamento das aulas em conseqüência da influenza A (H1N1) - gripe suína e o menor acionamento das térmicas, devido às constantes chuvas que mantiveram elevado o nível dos reservatórios, contribuíram com a retração acumulada sentida “em todos os setores”.

Os dados indicam que a maior queda mais uma vez ocorreu no segmento termoelétrico (geração elétrica) com 52% a menos do que o consumido no mesmo período do ano anterior. Na sequência, estão os setores automotivo, comercial e de cogeração com retração de, respectivamente, 14,26%, 4,82% e 4,75%. O segmento residencial foi o único que apresentou crescimento: 2,99%.

Para a Abegás, os dados negativos do início do segundo semestre do ano continuam demonstrando que “a falta de política energética e o alto preço de custo do gás natural estão fazendo o insumo perder gradativamente a competitividade em todos os segmentos”.


Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

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