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Consumo de gás natural fecha primeiros sete meses com queda
de mais de 27% |
O consumo de gás natural no país começou o segundo semestre
deste ano como terminou o primeiro: em queda. Dados divulgados
pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás
Canalizado (Abegás) indicam que o volume de gás natural
comercializado em julho caiu 26,19% em relação a junho, quando
considerado o consumo elétrico por parte das térmicas, e de
11,61, quando analisado separadamente do consumo das usinas
movidas a gás.
Com a continuidade do processo de queda no consumo de gás em
junho, os dados indicam que o país consumiu nos primeiros sete
meses uma média diária de 37,2 milhões de metros cúbicos de gás
– resultado que chega a ser 27,59% inferior ao período
janeiro-julho de 2008. Nesse caso, desconsiderado o volume de
gás relativo ao consumo termoelétrico, a queda seria um pouco
menor: 18,87%.
“O consumo nacional de gás natural continua perdendo força e
apresentou queda acentuada no início do segundo semestre do ano.
A redução foi puxada em grande parte pela retração na
comercialização para o segmento industrial, provocada
principalmente pela falta de competitividade do gás natural em
relação aos outros combustíveis, como o óleo combustível”, diz a
Abegás.
Responsáveis por 62,49% do total da demanda do país, o consumo
de gás natural das industrias chegou a cair 24,17%, nos
primeiros sete meses de 2009, comparativamente a igual período
de 2008.
A Abegás também considerou que o período de férias prolongado
pelo adiamento das aulas em conseqüência da influenza A (H1N1) -
gripe suína e o menor acionamento das térmicas, devido às
constantes chuvas que mantiveram elevado o nível dos
reservatórios, contribuíram com a retração acumulada sentida “em
todos os setores”.
Os dados indicam que a maior queda mais uma vez ocorreu no
segmento termoelétrico (geração elétrica) com 52% a menos do que
o consumido no mesmo período do ano anterior. Na sequência,
estão os setores automotivo, comercial e de cogeração com
retração de, respectivamente, 14,26%, 4,82% e 4,75%. O segmento
residencial foi o único que apresentou crescimento: 2,99%.
Para a Abegás, os dados negativos do início do segundo semestre
do ano continuam demonstrando que “a falta de política
energética e o alto preço de custo do gás natural estão fazendo
o insumo perder gradativamente a competitividade em todos os
segmentos”.
Fonte: Agência Brasil
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