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Fazenda
estabelece regime especial para Petrobras no Rio |
O secretário de Fazenda, Joaquim Levy, assinou nesta sexta-feira
(28/08) um regime especial tributário para agilizar o fluxo de
informações da Petrobras e aumentar a fiscalização do
recolhimento do Imposto sobre Circulação de Produtos
Industrializados (ICMS), dos royalties e das participações
especiais. Essas inovações foram estimuladas pela introdução do
Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), que vem
transformando as relações tributárias.
Segundo o secretário, o acordo surgiu a partir da implementação
do Sped, no início de 2009, e vai permitir a ampliação do
monitoramento, pela Fazenda, da produção e distribuição de
combustíveis no estado, facilitando a arrecadação do ICMS, que
pode chegar a R$ 4,5 bilhões em 2009.
- A parceria com a Petrobras fortalece a fiscalização de todas
as áreas de distribuição de combustível no Rio de Janeiro, onde
ainda há gasolina de má qualidade. Essa fiscalização vai se
refletir no aumento da arrecadação, já que vamos recuperar os R$
100 milhões que deixamos de arrecadar por ano devido a esquemas
ilegais de empresas que distribuem combustível sem o devido
recolhimento de impostos – afirma Levy.
Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, o
convênio traz ganhos tanto para a empresa quanto para o Estado.
- Uma das responsabilidades da Petrobras é seu compromisso
social. E pagar impostos, para a nós, é honrar esse objetivo.
Dos cerca de R$ 120 bilhões que a empresa gera de riqueza, R$ 70
a R$ 80 bilhões são pagos sob a forma de impostos, taxas e
contribuições. A relação direta com o Estado e a transparência
que esse convênio demanda nos trazem mais segurança – disse.
Entre os mecanismos que vão facilitar o monitoramento está a
redefinição dos estabelecimentos centralizadores das informações
fiscais em relação à produção da Bacia de Campos. Até então, os
dados eram concentrados em Cabiúnas. Com o novo regime, a
Petrobras passará a ter quatro unidades centralizadoras das
informações: as plataformas de Enchova (PCE-I), Garoupa (PGP-I),
Estabelecimento Modal Marítimo e Barra do Furado. Esses
estabelecimentos, que representam as demais plataformas no
estado, passarão a emitir as notas fiscais de saída de petróleo.
Também serão produzidos relatórios trimestrais com informações
adicionais das receitas não tributárias (royalties e
participações especiais), que permitirão que a Secretaria tenha
uma visão mais abrangente e atualizada das operações da
Petrobras, com vistas ao papel fundamental que a empresa vai
desempenhar na exploração do petróleo na camada de pré-sal. O
regime especial produz efeitos até 31 de maio de 2011.
Segundo Levy, a nova regra de partilha do petróleo será
contestada pelo Governo do Estado na reunião com o presidente
Lula, neste domingo.
- Estamos preparando a base para que o Rio de Janeiro continue
sendo a capital do petróleo no Brasil, nos adaptando à nova fase
que está se abrindo com o pré-sal. Vemos com preocupação a regra
que vai eliminar a participação especial do Rio de Janeiro, pois
o impacto causaria grave redução de arrecadação em cinco ou dez
anos. Pode ser que este número chegue a R$ 110 bilhões por ano.
O Rio de Janeiro é generoso, mas a obrigação do governador é
defender os nossos interesses, principalmente porque os
royalties e as participações especiais vão para o pagamento das
aposentadorias pelo RioPrevidência e para a manutenção do meio
ambiente em obras financiadas pelo Fundo Estadual de Conservação
Ambiental (Fecam) - ponderou.
Fonte:
Palácio Guanabara
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