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Diesel com baixo teor
de enxofre vai exigir
adequação de equipamentos

 

24/08/2009


ABIEPS adverte que, para entrada em vigor do diesel S50, equipamentos instalados nos postos de combustíveis terão de ser limpos, reformados ou substituídos

Mesmo com o adiamento por três anos para o cumprimento da resolução Conama 315/02 – que previa a redução do teor de enxofre no diesel a partir de 2009 –, a ABIEPS (Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Postos de Serviços) observa que, para a introdução desta nova formulação do combustível no mercado, além da adequação dos motores pelas montadoras, haverá necessidade de limpeza e/ou substituição da linha e dos equipamentos que possuem contato com o produto.

“O diesel S50, previsto na legislação, possui atividades detergentes que têm o poder de remover antigas incrustações nas paredes dos equipamentos instalados nos postos de combustíveis, o que pode contaminar o produto e desencadear possíveis vazamentos antes não visíveis”, explica Sergio Cintra, vice-presidente da ABIEPS.

Ele alerta que, ainda que a nova formulação demore a entrar em vigor, na ocasião, será indispensável a reforma de equipamentos antigos, bem como a substituição dos meios filtrantes, também para que estes deixem de contaminar o combustível que então estará mais puro.

Segundo ele, a adequação não será exclusiva para equipamentos e motores. A ABIEPS prevê ainda a necessidade de intenso treinamento dos prestadores de serviços para efetuar a limpeza das linhas e demais equipamentos que estejam em contato direto com o produto instalados, não só nos postos de combustíveis, mas também em pontos de abastecimento e até em bases de distribuição.

“Caso essa assepsia não aconteça”, ressalta Cintra, “de nada adiantará o Brasil contar com uma formulação tão avançada de biodiesel para seus motores, já que os equipamentos antigos continuarão contaminando o produto”.

Além do alerta às autoridades e sociedade em geral, a ABIEPS, juntamente com suas associadas, pretende tomar medidas preventivas de treinamento de pessoal para a adequação dos equipamentos para o novo combustível.

Sobre o diesel brasileiro
Atualmente, o diesel brasileiro distribuído nas principais capitais do país – S500 – possui 500 ppm de enxofre em sua composição, enquanto que o chamado diesel interior – S1800 – tem 1800 ppm de enxofre no combustível, o qual, além de altamente poluente, pode causar problemas cardíacos, respiratórios e câncer em seres humanos.

De acordo com a Resolução Conama 315/02, que fixa limites para os poluentes que saem dos escapamentos, em janeiro deste ano deveria entrar em vigor o diesel S50. Mas, como a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), responsável por fixar tais limites, só o fez em 2007, por meio da Resolução 32/07, as montadoras conquistaram prazo de mais dois anos a partir dela, para adequar os motores dos automóveis.

Para amenizar a situação, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público Federal (MPF), o governo de São Paulo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a ANP, a Petrobrás e Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) que estabelecia ações de compensação em função do não cumprimento da resolução 315 – incluindo o prolongamento da fase para a implantação do diesel S-50 em veículos pesados, hoje ainda importado pela Petrobras. No acordo, as empresas de ônibus metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro já rodam com diesel S50. Em seguida, entram as de Belém, Fortaleza, Curitiba e Recife.
 



Fonte: Abieps


 

 

 

 

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