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Renegociação de dívidas com a União atrai 50 mil
contribuintes na primeira semana |
Na primeira semana de adesão ao parcelamento especial das
dívidas com o governo federal, 50 mil contribuintes pediram a
renegociação dos débitos, informou hoje (21) o diretor de Gestão
da Dívida Ativa da União, Paulo Ricardo Cardoso. O
refinanciamento para os contribuintes que devem ao governo
federal está em vigor desde a última segunda-feira (17).
De acordo com o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís
Inácio Adams, a renegociação pode reduzir em até 40% o estoque
da dívida ativa da União. Atualmente, a dívida ativa está
estimada em R$ 650 bilhões.
De acordo com Adams, essa redução só ocorrerá se os 2 milhões de
contribuintes inscritos na dívida ativa aderirem ao programa de
refinanciamento das dívidas com a União. Isso porque 60% do
estoque da dívida são de encargos e, no parcelamento, a isenção
para os encargos legais é de 100%.
O procurador, no entanto, reconheceu que a estimativa é
grosseira e afirmou que a chance de todos os contribuintes
aderirem ao programa é praticamente nula. “Tem gente que
contesta a cobrança na Justiça e não quer aderir ao parcelamento
porque não quer reconhecer a dívida”, afirmou Adams.
O prazo para requerer o benefício vai até as 20h de 30 de
novembro. A adesão pode ser feita pelas páginas da
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou da Receita
Federal na internet, nos endereços www.pgfn.fazenda.gov.br ou
www.receita.fazenda.gov.br
As dívidas vencidas até 30 de novembro do ano passado poderão
ser parceladas em até 180 meses (15 anos). O benefício também
abrange os contribuintes que já tinham aderido a outros
programas de renegociação, como o Programa de Recuperação Fiscal
(Refis), o Parcelamento Especial (Paes) e o Parcelamento
Excepcional (Paex). A renegociação, no entanto, não abrange os
débitos relativos ao Simples Nacional.
Um contribuinte vai para a dívida ativa quando se esgotam todos
os prazos legais para pagar os tributos ou dívidas de crédito
com bancos públicos. Segundo Adams, o prazo médio para a
inclusão da dívida ativa é de seis meses de inadimplência.
Agência Brasil
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