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Audiência
discutirá a criação
de uma política para o gás |
Diante da necessidade do estabelecimento de uma política
energética específica para o gás natural, o presidente da
Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Rio,
deputado Glauco Lopes (PSDB), vai participar de uma grande
audiência organizada pelo presidente da Comissão de Minas e
Energia da Câmara dos Deputados, deputado federal Bernardo
Ariston (PMDB-RJ), para discutir o assunto.
A audiência e a criação de um grupo de trabalho para tratar da
questão foram sugeridas por Ariston durante um fórum promovido
pelo Conselho de Energia da Federação das Indústrias do Estado
do Rio (Firjan), nesta segunda-feira (17/08). “A gente percebe
de forma clara que a política de gás, atualmente, ainda é muito
retida e não se expande muito. A proposta do deputado Ariston de
promover uma grande audiência, com todas as instituições
envolvidas, para definir a política energética, que é o que
queremos, é muito importante”, afirmou Glauco Lopes.
O parlamentar do PSDB disse ainda que vai fazer o possível para
legislar a favor do estabelecimento de uma política para tratar
o tema e comentou que “diante das grandes dificuldades é que são
encontradas as principais soluções”. “Atualmente, há uma
dificuldade de expansão das fontes de energia que precisa ser
quebrada. A legislação para o setor de energia ainda não é muito
clara e definida. Isto dificulta muito o crescimento do setor de
gás no País”, explicou. Ariston afirmou que também tomará as
iniciativas necessárias para que o Rio de Janeiro esteja à
frente dos demais estados nesse processo. “Com a união da Câmara
dos Deputados, da Assembleia, do Governo estadual e das
indústrias, vamos ter um melhor conhecimento do assunto para que
possamos defender a causa em Brasília e dar a melhor e mais
rápida reposta à sociedade”, argumentou o presidente da
comissão.
O presidente do Conselho de Energia da Firjan, Armando Guedes,
destacou a importância do estabelecimento de uma política
nacional para o gás natural que seja “duradoura, sustentável e
competitiva”. “O Brasil vive hoje um grande amadurecimento no
setor de gás natural, coisa que, há dez, 15 anos, não fazia
parte da filosofia da matriz energética do País, que sempre
esteve em busca de petróleo. É preciso que formadores de opinião
criem condições para a valorização do gás”, afirmou Guedes.
Durante o encontro, também foi sugerida a viabilização da
atração de investimentos, da entrada de novos agente supridores
e da expansão da capacidade de transporte, além do aumento do
nível de transparência na formação dos preços. “Também é
importante reformular políticas tributárias sobre a matriz
energética, visando a reduzir a alta carga tributária sobre os
consumidores finais”, explicou o presidente do conselho da
federação.
Também participaram do fórum a subsecretária de Energia,
Logística e Desenvolvimento Industrial da Secretaria de Estado
de Energia, Indústria e Comércio, Renata Cavalcanti, e
representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), da
Companhia Estadual de Gás (CEG) e de diversos sindicatos.
Fonte:
Alerj
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