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Audiência discutirá a criação
de uma política para o gás

 

18/08/2009


Diante da necessidade do estabelecimento de uma política energética específica para o gás natural, o presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Glauco Lopes (PSDB), vai participar de uma grande audiência organizada pelo presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, deputado federal Bernardo Ariston (PMDB-RJ), para discutir o assunto.

A audiência e a criação de um grupo de trabalho para tratar da questão foram sugeridas por Ariston durante um fórum promovido pelo Conselho de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), nesta segunda-feira (17/08). “A gente percebe de forma clara que a política de gás, atualmente, ainda é muito retida e não se expande muito. A proposta do deputado Ariston de promover uma grande audiência, com todas as instituições envolvidas, para definir a política energética, que é o que queremos, é muito importante”, afirmou Glauco Lopes.

O parlamentar do PSDB disse ainda que vai fazer o possível para legislar a favor do estabelecimento de uma política para tratar o tema e comentou que “diante das grandes dificuldades é que são encontradas as principais soluções”. “Atualmente, há uma dificuldade de expansão das fontes de energia que precisa ser quebrada. A legislação para o setor de energia ainda não é muito clara e definida. Isto dificulta muito o crescimento do setor de gás no País”, explicou. Ariston afirmou que também tomará as iniciativas necessárias para que o Rio de Janeiro esteja à frente dos demais estados nesse processo. “Com a união da Câmara dos Deputados, da Assembleia, do Governo estadual e das indústrias, vamos ter um melhor conhecimento do assunto para que possamos defender a causa em Brasília e dar a melhor e mais rápida reposta à sociedade”, argumentou o presidente da comissão.

O presidente do Conselho de Energia da Firjan, Armando Guedes, destacou a importância do estabelecimento de uma política nacional para o gás natural que seja “duradoura, sustentável e competitiva”. “O Brasil vive hoje um grande amadurecimento no setor de gás natural, coisa que, há dez, 15 anos, não fazia parte da filosofia da matriz energética do País, que sempre esteve em busca de petróleo. É preciso que formadores de opinião criem condições para a valorização do gás”, afirmou Guedes. Durante o encontro, também foi sugerida a viabilização da atração de investimentos, da entrada de novos agente supridores e da expansão da capacidade de transporte, além do aumento do nível de transparência na formação dos preços. “Também é importante reformular políticas tributárias sobre a matriz energética, visando a reduzir a alta carga tributária sobre os consumidores finais”, explicou o presidente do conselho da federação.

Também participaram do fórum a subsecretária de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial da Secretaria de Estado de Energia, Indústria e Comércio, Renata Cavalcanti, e representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), da Companhia Estadual de Gás (CEG) e de diversos sindicatos.



Fonte: Alerj
 

 

 

 

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