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Óleo
diesel passa a ser
vendido com 4% de biodiesel |
01/07/2009
A
partir de hoje (1º), os postos de combustíveis de todo o Brasil
terão que comercializar o óleo diesel mineral com a adição de 4%
do diesel vegetal.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), a nova mistura deverá gerar uma economia
de aproximadamente US$ 900 milhões por ano devido à redução das
importações de óleo diesel – derivado do qual o país ainda é
dependente.
De acordo com estudo feito pela ANP, cada litro da nova mistura
diminui em 3% a emissão de dióxido de carbono (CO²) na
atmosfera, o que deve levar a uma diminuição anual de 1,2 milhão
de toneladas nessas emissões, além de reduzirr também a emissão
de material particulado - reduzido a partículas.
A política de mistura do biodiesel ao diesel mineral começou em
janeiro de 2007. Para atender ao mercado, a ANP realizou, desde
2005, 14 leilões de biodiesel. A agência é responsável por
fiscalizar o cumprimento da mistura de duas formas: com a
apresentação, pela Petrobras/Refap (únicas compradoras de
biodiesel nos leilões da ANP), de documento que atesta a
aquisição de biodiesel pelas distribuidoras de combustíveis e
com a fiscalização nos postos revendedores.
Dados da ANP indicam que, em 2008, a produção de biodiesel no
país chegou a 1,16 bilhão de litros. O consumo estimado do
produto no primeiro semestre deste ano, ainda com a mistura B3,
é de 615 milhões de litros. Para o período de julho a dezembro,
a previsão é de que a demanda, com a obrigatoriedade do B4,
salte para 925 milhões de litros.
Já o consumo anual previsto com a obrigatoriedade do B4 saltará
para 1,72 bilhão de litros, o que, na avaliação da ANP,
implicará incremento de demanda de 33% em relação a 1,29 bilhão
da mistura B3.
Na avaliação da agência reguladora, o biodiesel é considerado
excelente "aditivo verde" para o óleo diesel, com baixos teores
de enxofre, como o Diesel S50, utilizado nas regiões
metropolitanas de Belém, Fortaleza e Recife e nas frotas cativas
de ônibus dos municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Ainda segundo a ANP, a introdução do biodiesel na matriz
energética brasileira “é reconhecida internacionalmente como um
caso de sucesso em matéria de uso de combustível renovável em
larga escala”.
Fonte: Agência Brasil
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