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Presidente do Inea prega agilidade para licenciamento
de baixo impacto |
04/05/2009
O presidente do Instituto
Estadual do Ambiente (Inea), da Secretaria de do Ambiente, Luiz
Firmino Martins Pereira, afirmou nesta segunda-feira (04/05),
que o primeiro ponto a ser equacionado na descentralização do
licenciamento ambiental é a admissão da capacidade dos
municípios em assumir o compromisso. Firmino e a diretora de
Gestão das Águas e do Território, Rosa Formiga, participaram da
abertura do curso de capacitação dos municípios para a emissão
de licenças de baixo impacto.
- A capacitação tem por objetivo fazer com que essa tarefa seja
conduzida com muito cuidado, sobretudo, não cedendo às pressões.
Precisamos desenvolver um sistema ágil e eficiente baseado em
regras bastante claras, sem transferência de responsabilidades –
manifestou.
Firmino defendeu a adoção de um sistema tripartite, nos moldes
do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnam), e que os
licenciamentos sejam também assinados pelos prefeitos de modo a
estabelecer a co-responsabilidade entre o Inea e as
administrações municipais, a fim de assegurar que as licenças
sejam concedidas de acordo com as respectivas capacidades
técnicas.
- As secretarias municipais de meio ambiente, assim como as
superintendências regionais, devem ser extensões do Inea. A nós
cabe regulamentar com clareza e fiscalizar as execuções das
atividades. Vamos então formar um time de primeira para
desenvolvermos um bom trabalho em prol do desenvolvimento
sustentado.
Rosa Formiga ressaltou ainda que as parcerias com os municípios
além de responsabilidade legal são uma opção institucional.
Segundo a diretora, a capacitação é apenas uma das formas de
apoio do Inea aos municípios, para que possam adquirir a
capacidade de gerir seus recursos naturais.
- Será preciso flexibilizar algumas regras e obter respostas
claras sobre quem faz o quê. Se o município não estiver apto a
assumir uma determinada responsabilidade deve discutir com o
Inea a adequação das atividades à sua capacidade de gestão, sem
que haja nenhuma zona cinzenta que entre o real e o legal.
A diretora do Inea disse que equipes técnicas do órgão farão
visitas regulares aos municípios para verificar a adequação das
respectivas capacidades técnicas de assumir os compromissos e
que se preciso for, terão apoio individual “na medida do
possível”.
- Alcançando um modelo mais ágil podemos discutir futuramente a
capacitação dos municípios para a gestão de recursos hídricos,
como o gerenciamento costeiro, por exemplo.
A municipalização da gestão ambiental objetiva aproximar o
cidadão da obrigação constitucional de proteger o meio ambiente,
facilitando a adoção e a agilidade das medidas de preservação.
Evita, ainda, a sobreposição de competências e favorece a
cooperação técnica entre os órgãos municipais e estaduais de
Meio Ambiente.
Os convênios assinados com o Estado são o primeiro passo para
que os municípios realizem o licenciamento das atividades que
exploram os seus recursos naturais. Além dos 38 acordos
formalizados, outros municípios já solicitaram adesão e estão em
fase de revisão de atuação.
O curso de capacitação para o licenciamento de baixo impacto é
ministrado por funcionários especializados do Inea, o que
facilita o treinamento e garante qualificação adequada aos
representantes municipais. Tem ainda a participação de
funcionários de todas as superintendências regionais do
Instituto.
O próximo treinamento será nesta quarta-feira (6/5) a partir das
10h. Os demais serão nos dias 8, 11 e 13, no Auditório da
Empresa de Obras Públicas (Emop), no Campo de São Cristóvão, nº
138 - 2º andar.
Fonte: Ascom do Inea
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