| |
|
Relatório Anual da Revenda
já está disponível |
16/04/2009
A Fecombustíveis lançou ontem
(15/4) o primeiro Relatório Anual da Revenda de Combustíveis,
que já está disponível para download no endereço:
www.fecombustiveis.org.br/relatorio2009 , assim como a
apresentação realizada durante o evento.
“Sentimos que seria importante publicar um Relatório da revenda
por causa da grande demanda por informações do varejo de
combustíveis que recebemos diariamente na Fecombustíveis, por
parte da imprensa, de pesquisadores, agentes do setor e mesmo
autoridades”, explicou o presidente da Fecombustíveis, Paulo
Miranda Soares, durante a abertura do evento, que ocorreu na CNC
(Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo),
no Rio de Janeiro. “Apesar de ser um setor de grande importância
da economia, é extremamente específico, com muitas
peculiaridades que são desconhecidas da maior parte do publico”,
explicou à plateia, formada por representantes da ANP, do
Sindicom, da Abieps, imprensa e agentes do setor.
O vice-presidente financeiro da CNC, Gil Siuffo, destacou que o
Relatório chega no momento certo, em meio a um mercado mais
tranquilo. “A Fecombustíveis continua com o mesmo objetivo, o
mesmo compromisso que é defender os interesses legítimos da
categoria, mas também do contribuinte brasileiro, denunciando e
combatendo as práticas de comércio irregular, a sonegação, a
adulteração”, enfatizou.
Comentando o desempenho do mercado no início do ano, Paulo
Miranda Soares reconheceu que o setor estava mais otimista.
“Janeiro e fevereiro são normalmente meses fracos para o
transporte de cargas, mas esperávamos uma queda da ordem de 6% a
7% nas vendas de diesel, o mais afetado pela crise, por causa do
desaquecimento da economia, não de 11%, como ocorreu”, explicou.
Segundo ele, se não houver retração da economia, a expectativa é
de que as vendas de combustíveis cresçam 1% acima do desempenho
do PIB.
Comércio irregular - Pincelando alguns dados do Relatório, Paulo
Miranda lembrou que o setor de revenda de combustíveis gerou R$
52 bilhões em arrecadação de impostos no ano passado. Ele
ressaltou que a carga tributária representa atualmente 26% do
preço em bomba do álcool; 23% do diesel; e 41% no da gasolina, o
que não apenas encarece os combustíveis, como também representa
um estímulo ao comércio irregular. “Com a carga tributária que
temos e nossas dimensões continentais, é importante que a ANP
seja cada vez mais forte e independente para regular esse
mercado, porque não dá para competir com sonegadores e
fraudadores. Não é à-toa que somos um setor que está todo dia
implorando para ser fiscalizado”, destacou.
Soares lembrou que, apesar das melhorias ocorridas nos últimos
anos, ainda há muitas irregularidades na comercialização de
álcool, como as vendas diretas das usinas para os postos. O
Relatório traz as diferentes estimativas para o tamanho desse
comércio, que segundo a ANP chega a 6% do mercado; de acordo com
o Sindicom, a 11%; e pelas contas da Federação, a 22%. “Nosso
dado reflete o que recebemos de denúncias, o que escutamos dos
revendedores, quem de fato está no dia-a-dia da comercialização
e vê o álcool que chega no final de semana, à noite, quando não
há fiscalização”, explicou.
Ele também cobrou uma ação mais dura da ANP no combate aos PAs
(Pontos de Abastecimento) irregulares, que estabelecem
concorrência desleal com os postos de estradas. Para se ter uma
ideia, em 2000, as vendas de diesel representavam 46% do volume
vendido nos postos, percentual que caiu para 41% em 2007 e 39%
em 2008. Até dezembro, 5.444 Pontos de Abastecimento estavam
cadastros na ANP, mas a Fecombustíveis estima que existam cerca
de 50 mil PA’s no país.
Preços – Paulo Miranda aproveitou a oportunidade para questionar
o porquê do preço do álcool ter caído 28% nas usinas desde o
início do ano e apenas 6% nas distribuidoras. “A justificativa
que recebemos é que as distribuidoras estão recompondo margens
para compensar o período em que trabalharam com margens até
negativas. Então, vamos esperar”, destacou.
O presidente da Fecombustíveis enfatizou ainda que a instituição
é absolutamente contrária a qualquer prática de combinação de
preços e se pôs à disposição das autoridades no combate aos
cartéis.
Meio ambiente - Paulo Miranda lembrou que os postos de
combustíveis vêm cada vez mais se adaptando à legislação
ambiental e devem investir R$ 11,6 bilhões até 2015 em reformas
e equipamentos para prevenir danos ambientais. “Seguimos regras
ambientais que estão entre as mais rigorosas do mundo”, afirmou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Fecombustíveis
|
|