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Aumento nas vendas leva Petrobras Distribuidora a lucro 53%
maior em 2008 |
16/03/2009
O aumento nas vendas e o
respectivo ganho de participação no mercado de comercialização
de derivados do petróleo levaram a Petrobras Distribuidora (BR)
a registrar, em 2008, o maior lucro de sua história: R$ 1,289
bilhão. O resultado é 53,3% superior ao de 2007.
Essa é a primeira vez que o lucro líquido da companhia
ultrapassa R$ 1 bilhão e também reflete, segundo o presidente da
subsidiária da Petrobras, José Eduardo Dutra, um rígido controle
de custeio, que, mesmo considerando a alta da inflação, foi de
apenas 1,8%. A inflação medida no período foi de 5,7%.
"A influência maior foi o do aumento das vendas. A BR cresceu
mais do que o mercado, que expandiu 8,9% no ano. ABR expandiu
10,8%. Ganhamos, portanto, participação do mercado”.
O lucro operacional da companhia cresceu 18% acima do que era
esperado pela própria subsidiária, com o lucro médio mensal
ficando em torno dos R$ 107 milhões ao longo de 2008. Em 2007, o
lucro médio mensal da companhia foi deR$ 70 milhões.
Com a consolidação dos resultados da empresa, a Petrobras
Distribuidora manteve a liderança do mercado global de
combustíveis, ao posicionar seu market share trimestral em
34,9%, no exercício de 2008.
No acumulado de janeiro a dezembro, a BR atingiu vendas totais
da ordem de 37,8 bilhões de litros (ou 3,1 bilhões de
litros/mês), 11,4% maiores do que em 2007.
Os dados divulgados pela BR indicam que, ao avançar 8,9% no
total de litros vendidos, no ano passado, o mercado global de
derivados passou de 89,7 bilhões para 97,7 bilhões de litros.
"Desta diferença de 8 bilhões, a Petrobras Distribuidora
capturou 3,3 bilhões de litros [42%] e acabou ganhando 0,6% de
market share. Além disso, a BR apontou novamente um crescimento
superior ao verificado pelo mercado, 10,9% no total de litros
vendidos no período (34,143 bilhões contra 30,798 bilhões em
2007).
O Balanço da Petrobras Distribuidora destaca, em 2008, o aumento
das vendas do álcool hidratado e da gasolina C (gasolina comum
adicionada ao álcool combustível), causado pela queda do preço
do álcool e do crescimento da vendagem de veículos e da frota
flex; do diesel e do querosene de aviação, conhecido como QAV
(graças à maior quantidade de assentos ofertados pelas empresas
aéreas).
Houve, no entanto, queda na comercialização do óleo combustível,
devido à substituição pelo gás natural na indústria, e do gás
natural liquefeito (GNV), por conta da queda no número de
conversão de motores.
Agência Brasil
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