| |
|
Gabrielli admite queda nos preços de combustíveis dentro de
quatro meses |
11/03/2009
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, admitiu hoje
(11), em entrevista à TV Brasil, que a estatal poderá reduzir os
preços do diesel e da gasolina comercializados no mercado
interno se os preços do barril do petróleo e o câmbio se
mantiveram estáveis nos patamares atuais por um prazo de três a
quatro meses.
Gabrielli esclareceu porém que, para a queda nos preços, não
bastará apenas que o preço do barril do petróleo de mantenha no
patamar atual em torno dos US$ 40 o barril.
“Não é só uma questão do preço do barril do petróleo estar
abaixo ou acima dos US$ 40. É necessário, também, que se observe
o preço da gasolina e, essencialmente, a taxa de câmbio daqui a
três meses. Se essas três circunstâncias de hoje se mantiverem,
provavelmente, em três a quatro meses, se se olhar o mercado
futuro, provavelmente o preço da gasolina e o preço do diesel
terão que se ajustar no mercado brasileiro”.
O presidente da Petrobras esclareceu, na entrevista, que não é
só uma questão de ser ou não possível que os preços (dos
derivados) caiam, mas sim “da necessidade de redução de preços,
se houver uma estabilidade dos preços internacionais [do
petróleo] e do câmbio”.
“Não há como você descolar, em uma situação de estabilidade, o
mercado brasileiro do preço internacional e do câmbio”,
justificou.
Depois de quase três anos sem reajuste, os preços da gasolina e
do diesel subiram, respectivamente, 10% e 15%, em 2 de maio de
2008. Na ocasião, os preços do barril do petróleo no mercado
externo estavam na faixa dos US$ 140 – bem acima dos US$ 40
cobrados hoje, em média.
Fonte: Agência Brasil
|
|