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Carga tributária subiu
para 37,58% do PIB em
2008, indica estudo da CNM |
19/02/2009
Mesmo sem a
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a
carga tributária subiu de 36,48% do Produto Interno Bruto (PIB –
soma de todos os bens e serviços produzidos no país), em 2007,
para 37,58% do PIB, no ano passado. A informação é da
Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Segundo a pesquisa da CNM, nesses percentuais estão todos os
tributos recolhidos compulsoriamente da sociedade e das
empresas, o que inclui royalties, taxas e cobranças judiciais.
Desse aumento de 1,1 ponto percentual do PIB, 0,53% é da União.
Segundo a confederação, a União conseguiu aumentar o Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF) em 0,40% do PIB e o Imposto de
Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em
0,74% do PIB. Os estados contribuíram com 0,51% do PIB e os
municípios, com 0,06%.
Em 11 anos, a carga tributária cresceu mais de dez pontos
porcentuais do Produto Interno Bruto, passando de 27,44% do PIB
em 1997 para os 37,58% de 2008.
Em valores absolutos, a carga tributária ultrapassou a marca de
R$ 1 trilhão no ano passado, de acordo com a CNM. Juntos, os
governos federal, estaduais e municipais arrecadaram R$ 1,090
trilhões em 2008. A União é responsável por 68,5% dessa
arrecadação (R$ 746,8 bilhões), os municípios respondem por 3,4%
(R$ 56,9 bilhões).
“Embora seja a menor fatia da carga tributária, a receita dos
municípios é a que mais cresceu em termos percentuais desde
2002: 152% em valores nominais, sem descontar a inflação”, diz
nota da CNM.
Fonte:
Agência Brasil
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