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Receita informa que valor das autuações caiu 28,7% em 2008 |
19/02/2009
A
Secretaria da Receita Federal anunciou hoje (19) que o valor das
autuações em 2008 em conseqüência da fiscalização caiu 28,7% em
comparação com o ano anterior. Enquanto em 2007, o valor total
das autuações, tanto no caso de pessoa jurídica quanto de pessoa
física, ficou em R$ 108,042 bilhões, no ano passado esse número
caiu para R$ 75,65 bilhões.
A queda, segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita,
Henrique Freitas, não significa ineficiência do órgão. Segundo
ele, foram lançados menos créditos tributários em 2008 devido à
greve dos auditores ocorrida no primeiro semestre. Desde 2005, a
Receita não registrava queda nos créditos lançados em
procedimento de fiscalização.
"O fator que influenciou o resultado da fiscalização foi a greve
dos auditores, visto que a meta no segundo semestre foi atingida
em 108%. Conseguimos recuperar uma meta que estava em 75% no
primeiro semestre ", disse o subsecretário, para justificar o
número menor.
Os setores mais autuados entre as pessoas jurídicas em 2008
foram o de prestação de serviços, indústria e comércio, com
28,9%, 24,3% e 23,9% do total, respectivamente. Entre as pessoas
físicas, foram os profissionais de ensino e técnicos,
proprietários e dirigentes de empresa e funcionários públicos os
mais autuados, com 20%, 19% e 14%, respectivamente.
Os créditos tributários contra as empresas lançados no período
chegaram a R$ 61,76 bilhões com 16.260 procedimentos fiscais. No
caso das pessoas físicas, somaram R$ 4,48 bilhões, com 13.869
procedimentos. Os valores arrecadados em 2008 com os autos de
infração ficaram em R$ 2,8 bilhões – R$ 200 milhões a mais do
que 2007.
Diante desses números, o subsecretário de Fiscalização afirmou
que a Receita órgão tem priorizado os contribuintes de maior
poder econômico. Estão sendo criados setores exclusivamente para
fazer análises econômicas setoriais e serão desenvolvidos
sistemas informatizados para cruzar informações e buscar
irregularidades mais difíceis de serem detectadas.
"Na realidade, a Receita vai direcionar sua ação para aqueles de
maior poder econômico, mas não analisando apenas o contribuinte,
mas sim o grupo. Se um grupo tem um banco e outras empresas, nós
vamos analisar tudo e não cada uma individualmente", disse. A
Receita irá buscar informações em toda a cadeia produtiva. Entre
as indústrias citadas como objeto de análise estão as de
bebidas, cigarros e combustíveis. Delegacias especiais serão
fortalecidas, como a de Assuntos Internacionais e a que cuida do
setor financeiro.
Isso não significa que o contribuinte pessoa física deixará de
ser acompanhado, segundo o subsecretário. De acordo com ele, na
verdade, o sistema de malha fina será aperfeiçoado para
identificar as irregularidades sem a interferência do auditor
fiscal, que ficará livre para analisar a situação tributária dos
grandes contribuintes.
"A pessoa física vai continuar sendo acompanhada pelo sistema
malha. Mas nós não podemos pegar nossa mão-de-obra mais cara e
nossos auditores tão capacitados para fazer auto de baixo valor
priorizando assalariados", disse.
Henrique Freitas informou ainda que o ano de 2008 se encerrou
com 14.978 ações fiscais em andamento, sendo 9.885 referentes à
pessoa jurídica e 5.093 à pessoa física.
Fonte:
Agência Brasil
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