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Ministério Público pede que
ANP defina combustível
menos poluente para 2012 |
13/02/2009
O Ministério
Público Federal (MPF) em São Paulo enviou à Agência Nacional do
Petróleo (ANP) uma recomendação para que a ela inicie
imediatamente o processo para a definição do combustível menos
poluente que deverá ser usado por veículos no país a partir de
2012. A informação consta de um comunicado enviado ontem (12) à
imprensa pelo MPF.
De acordo com o MPF, uma resolução do Conselho Nacional do Meio
Ambiente (Conama) já determinou que, em 2012, os automóveis usem
um tipo de combustível menos prejudicial ao meio ambiente e à
saúde da população. A exigência faz parte da sexta fase do
Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores
(Proconve), criado em 1986.
Para que as montadoras possam adaptar os motores dos veículos
fabricados ao novo combustível, é preciso que a ANP defina as
propriedades do novo diesel e da gasolina. O MPF recomendou que
a Agência faça isso o mais rápido possível.
No comunicado à imprensa, o MPF ainda informou que a procuradora
da República Ana Cristina Lins, autora da recomendação enviada à
ANP, solicita que o processo que definirá o combustível seja
público, para que todos os interessados possam tomar
conhecimento dele.
Lins é a mesma procuradora que, no ano passado, intermediou um
acordo fechado com a ANP, montadoras, Petrobras e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para o cumprimento da quinta
fase do Proconve. Na época, montadoras alegavam que não poderiam
produzir carros menos poluentes pela demora da ANP em definir o
combustível que eles teriam que usar a partir de janeiro.
O acordo fechado com Lins, determinou que as exigências do
Proconve fossem cumpridas gradativamente para que todos os
envolvidos pudessem se adaptar.
Na tarde de ontem, a Agência Brasil procurou a ANP para que a
Agência comentasse a ação do MPF. Até a publicação desta
reportagem, o órgão não havia se pronunciado. Sobre o acordo do
ano passado, o MPF informou que ele vem sendo cumprido por todos
os seus signatários.
Fonte:
Agência Brasil
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