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Frota nacional de veículos
a GNV cresce 8%, apesar
da crise internacional |
29/01/2009
Com uma frota de quase 1,6 milhão de automóveis movidos a gás
natural veicular (GNV), o Brasil ocupa o terceiro lugar no
ranking mundial do setor, atrás do Paquistão, com mais de 2
milhões de veículos, e da Argentina, com 1,71 milhão. Segundo o
presidente da Associação Latino-Americana de Gás Natural
Veicular, Rosalino Fernandes, apesar da crise internacional, a
frota nacional de GNV cresceu 8% no ano passado.
De uma certa maneira, a crise pode até ajudar o setor”, disse
Fernandes, que considerou ótimo o percentual de 8% de aumento,
já que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das
riquezas produzidas no país) em 2008 deve ficar em torno de 5%
ou 6%. No entanto, o crescimento do consumo de GNV ficou abaixo
da média de 14% de anos anteriores.
Fernandes, que coordena o Comitê de GNV do Instituto Brasileiro
do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), atribuiu o
decréscimo ao preço elevado do gás natural, em comparação com o
de outros combustíveis. Ele disse que, em alguns casos, houve
aumento de até 20% no preço do gás. E muitos consumidores em
potencial recuaram porque acharam que o preço poderia aumentar
mais, ressaltou. De acordo com ele, a crise internacional está
levando à redução no consumo industrial de bens, principalmente
produtos siderúrgicos e eletrodomésticos.
A queda de vendas contribui para reduzir a demanda de gás pela
indústria pesada e pela indústria de geração elétrica que usa
gás. Em conseqüência, aumenta a oferta do produto, e a tendência
é de queda de preços, favorecendo o consumidor. Também contribui
para a queda o fato de o preço do gás ser estabelecido com base
em uma cesta de óleos cotada em dólar e baseada no preço do
petróleo. Como a cotação do barril do petróleo caiu de US$ 140,
no ano passado, para cerca de US$ 47, Fernandes acha que ajudou
a baixar os preços do gás.
No entanto, a cotação do gás não caiu na mesma proporção da do
petróleo. Além disso, em fevereiro, com a entrada em vigor da
redução do preço do gás natural entre 10% e 11%, o produto se
tornará mais competitivo. Fernandes espera que, com isso, os
consumidores potenciais, que não aderiram ao gás no passado,
façam isso agora, vendo o preço “retornar aos níveis mais
comuns”.
Segundo ele, o preço do gás natural vai cair tanto para o GNV
quanto para o de uso residencial e industrial. Entre os estados,
o Rio de Janeiro é o que conta com maior número de veículos
movidos a GNV, o que corresponde a 47% da frota total, seguido
de São Paulo, com cerca de 20%. Com a mudança de preço do gás,
Fernandes estima que este ano o setor cresça entre 10% e 12%.
Para ele, ainda há muito espaço para crescimento do mercado de
GNV no país, pois a frota atual corresponde a menos de 10% do
total nacional de veículos leves, que é de 28 milhões.
Fonte: Agência Brasil
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