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IPCA fechou 2008 em 5,90%, a maior variação em quatro anos



11/01/2009
 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano em 5,90%, maior resultado desde 2004, quando havia sido registrado 7,60%, de acordo com o IBGE. Em 2007, a taxa havia sido de 4,46%. O indicador ficou também acima do centro da meta estipulada para o ano que foi de 4,5%, mas ainda dentro da margem. Em dezembro, o índice variou positivamente em 0,28%, inferior aos 0,36% obtidos em novembro.

Para a Fecomércio-RJ, o IPCA encerrou o ano indicando que a tendência para o início de 2009 será de queda. Depois de um ano com pressões advindas dos alimentos, principalmente no primeiro semestre, o índice mostrou que os repasses dos preços do atacado para o varejo foram dissipados no decorrer dos 12 meses.

Em 2008, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou alta de 11,11%, superior ao registrado em 2007, que havia sido 10,79%. Os alimentos foram responsáveis por 2,42 pontos percentuais de contribuição ao índice, ou seja, 41% do IPCA do ano, devido aos elevados preços dos produtos cotados no mercado internacional e ao aumento da demanda interna e externa.

O item refeição em restaurante aumentou 14,45% e deteve a maior contribuição individual do ano, de 0,55 ponto percentual. Em seguida, vieram as carnes, com alta de 24,02% e contribuição de 0,49 ponto percentual.

Os produtos não alimentícios ficaram em 4,46%, acima do apurado em 2007, quando haviam aumentado 2,83%. Despesas Pessoais apresentou alta de 7,35%, sendo a principal contribuição do grupo (0,72 ponto percentual do IPCA de 2008). Os demais destaques foram: colégios (4,75%), planos de saúde (6,15%) e aluguel residencial (6,92%). Em contrapartida, os automóveis registraram queda de 4,32% nos usados e 2,25% nos novos, sendo a principal pressão de baixa no índice geral (-0,14 ponto percentual).

Apesar da queda nos preços da gasolina, os combustíveis fecharam 2008 com aumento de 0,55%, puxados pelo álcool (1,06%) e gás veicular (23,41%), sendo que a contribuição individual ficou em 0,03 ponto percentual.

Os itens administrados tiveram uma contribuição de 0,99 ponto percentual. As maiores altas encontram-se nos preços do telefone fixo (3,64%), taxas de água e esgoto (7,11%) e remédios (3,96%).

Dezembro
O IPCA de dezembro variou 0,28%, 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (0,36%). Os alimentos subiram menos em dezembro, passando de 0,61% para 0,36%, de um mês para o outro. O destaque ficou com as carnes, que saíram de 2,53% para 0,44%. O feijão carioca também contribuiu para a desaceleração, com queda de -19,02%. Em sentido contrário, o tomate apurou alta de 34,11%, em dezembro, ante 20,87%, no mês anterior. No ano o tomate ficou 108,32% mais caro.

Os produtos não alimentícios ficaram em 0,26%, com pequena oscilação na variação em relação a novembro, quando havia sido apurado 0,29%. Vestuário apresentou a maior alta no mês, passando de 0,71% para 0,99%. Por outro lado, artigos de residência (-0,04%) e transportes (-0,03%) tiveram deflação. O item veículo próprio apresentou queda mais intensa de um mês para o outro (de -0,24% para -0,73%), mostrando os efeitos das promoções nas concessionárias, impulsionadas pelo pacote de desoneração fiscal anunciado pelo governo no início do mês.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor
O INPC apurado em dezembro foi de 0,29%, resultado 0,09 ponto percentual abaixo do resultado de novembro (0,38%), fechando 2008 em 6,48%.

No acumulado do ano, os produtos alimentícios apresentaram variação de 11,40% e os não-alimentícios aumentaram 4,47%. Em 2007, o resultado havia sido de 5,16%, com alta de 11,91% nos alimentícios e 2,63% nos não alimentícios.

 

 

Fonte: Fecomércio-RJ




 

 

 

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