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Editorial
REQUISITOS DE
SOBREVIVÊNCIA
Por Ricardo Lisbôa Vianna,
presidente do SINDESTADO-RJ
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A expressiva
quantidade de participantes registrada em nossa 2ª Jornada não
deixa dúvidas: o Revendedor finalmente começa a atentar para o
fato de que sua permanente atualização profissional e
administrativa constitui fator essencial da sua sobrevivência
comercial. Isto se torna ainda mais importante quando nosso
olhar se volta para as crescentes exigências e controles que vêm
sendo criados pelo Fisco (aí englobados Receita Federal e
secretais estaduais e municipais de Fazenda). A informatização
trouxe a possibilidade de cruzamentos de dados numa velocidade e
num grau de detalhamento absolutamente sem precedentes na
história. E não se iluda o leitor: isto pode — e vai — ser
rigorosamente utilizado pelas instituições fiscais, em todo o
país.
O que vem por aí, num futuro muito próximo, é um cenário em que
o cidadão e o empresário estarão sob contínuo monitoramento pelo
Estado, que saberá minuciosamente tudo o que ele compra, ganha,
recebe, consome, poupa ou desperdiça, a cada instante e a cada
lugar.
A adequação a este novo Estado “grande irmão”, que vigia a todos
o tempo todo, constituirá inevitavelmente um filtro nos
mercados, de uma maneira geral. E a Revenda não será exceção.
Quem não se adaptar, está fora do jogo. Este “filtro” vai tirar
de cena, de vez, o antigo empresário que não souber (ou não
conseguir) adotar todos os novos procedimentos e exigências
criados pela fiscalização.
São novos tempos, concordemos com eles ou não. E assim como o
antigo “guarda-livros” hoje é figura do passado, sem lugar no
admirável mundo novo interconectado, assim será com o
comerciante que não estiver devidamente informatizado, preparado
e atualizado para lidar com as novas obrigações que estão sendo
criadas pelas autoridades.
A propósito, é muito importante assinalar que o empresário hoje
não pode mais simplesmente “deixar com o contador” todas as
providências que precisa observar junto ao Fisco. Nada disso. O
tal Estado “grande irmão” quer cada vez mais saber, direto na
fonte, quem comprou o quê, quando, de quem comprou, quanto
pagou, e qual foi a forma de pagamento. Tudo recibado, inclusive
cada mísero centavo, com registro de data, hora, minuto e
segundo de cada transação.
É assustador? É. Mas trata-se de todo um processo histórico e
tecnológico que vem se impondo.
Espera-se, ao menos, que tantos e tamanhos mecanismos de
monitoramento pelo menos consigam depurar o mercado, eliminando
quem ainda insistir em irregularidades que desbalanceiem a
concorrência e prejudiquem o consumidor.
Queira ou não o Revendedor, goste ou não, o fato é que ele
precisa se adequar — e rápido — a esses novos tempos que o Fisco
está instituindo. Também por isso, é cada vez mais importante
participar ativamente de iniciativas como as Jornadas que o
SINDESTADO-RJ está promovendo. Só assim, buscando informação e
trocando experiências, será possível a sobrevivência no mercado.
Se você ainda não participou, fique atento, pois em breve
teremos a 3ª Jornada do Revendedor (será na tarde de 26 de
outubro, uma terça-feira), além de oferecermos cursos e
treinamentos na área ambiental e de capacitação gerencial.
[Editorial da Edição nº
96 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]