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Revendedor protesta contra atuação de administradoras
de cartões de crédito


Ano novo, vida nova — e alguns velhos problemas. Os aborrecimentos com cartões clonados, perdidos e roubados já são uma dor de cabeça permanente, e cada vez mais forte, no dia-a-dia do Revendedor.

"Quando os cartões se consolidaram na preferência de uso do consumidor, achamos que fosse uma luz no fim do túnel, já que não aguentávamos mais os prejuízos e contratempos das operações com cheques. Ledo engano", garante Márcio Alexandre Aleixo Macedo, com 16 anos de atuação junto ao comércio, há sete como um dos administradores da Rede Agora. A rede tem dez postos e cerca de 160 funcionários, em Itaboraí, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e no Rio de Janeiro.

O débito eletrônico não parece estar na ordem do dia dos golpistas. É no uso do crédito que surgem os problemas mais frequentes — seja em situações de cartões efetivamente roubados, ou mesmo daqueles que são usados pelo dono (ou com o consentimento deste) e em seguida, por má-fé, comunicados como roubados.

"O cartão roubado deveria ser imediatamente bloqueado. Da forma como é hoje, o comerciante é duplamente penalizado: pelo cliente, e pela administradora dos cartões. Parece até que é ele quem age de má-fé, quando na verdade é a vítima", diz Márcio Alexandre, comentando que não raro o comerciante, além do prejuízo da operação não paga, ter ainda que amargar despesas com processos por danos morais, movidos pelo titular do cartão.

A situação é especialmente preocupante porque, no caso da atual Revenda de Combustíveis, as margens de comercialização já são apertadas. Além disto, as administradoras abocanham nada menos que 3% do faturamento bruto com os cartões, além de cobrarem valores fixos mensais por cada ponto de vendas. Os Revendedores vêm se submetendo ao sistema porque estão de olho em atrair e fidelizar a clientela, desde que na relação custo-benefício seja positiva.

"Como está, a venda através dos cartões está ficando sem atrativos para o comerciante, assim como ocorreu anos atrás com os cheques", alerta Márcio Alexandre.





[Edição nº 94 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]




 

 
     
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