

Defesa
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I Jornada do
Revendedor
estreia com sucesso absoluto |
A estreia, no final de março, da “I
Jornada do Revendedor”, que vai percorrer o interior fluminense
com palestras, foi um sucesso absoluto. Revendedores de todas as
regiões do Estado se fizeram presentes, lotando as dependências
da nova sede do Sindestado-RJ.
Foi uma tarde inteira de pronunciamentos técnicos de alto nível,
abordando proteção ambiental (com a ABIEPS); questões de Direito
do Trabalho em Postos de Combustíveis e Serviços (com o Dr.
Waltair Oliveira); Direito Comercial (com o Dr. Leonardo
Bragança) e sobre Treinamento de Pessoal (com a Sete
Consultoria).
“Mais do que uma nova Sede, estamos inaugurando um novo momento
de atuação sindical, com muito mais serviços e iniciativas para
os Associados”, definiu o presidente do Sindestado-RJ, Ricardo
Lisbôa Vianna. Ele abriu os trabalhos da “I Jornada” exibindo um
vídeo que traça um paralelo entre as radicais transformações a
que se submetem as águias, quando chegam a certa idade, para que
possam sobreviver. “Assim também é com os indivíduos, com as
empresas, com os governos e com as instituições sindicais. O
Sindestado-RJ está justamente terminando de passar por mudanças
radicais, e ingressando numa nova fase, com maior vigor,
estrutura e disposição para lutar em defesa dos interesses do
revendedor”, comentou Vianna.
O primeiro palestrante da tarde foi o consultor Luiz Tiossi, da
Sete Consultoria e Planejamento Empresarial. Aproveitando a
alusão às águias feita pelo presidente do Sindestado-RJ, Tiossi
estimulou a platéia à reflexão: “Quantos de nós estamos
dispostos a agir como águias? Há um esforço, um preço a pagar”,
alertou, para em seguida discorrer sobre a postura do
empreendedor. “A arte de empreender não é nata. Resulta de um
aprendizado permanente, que envolve tudo o que vemos, ouvimos ou
percebemos”, afirmou Tiossi. “Empreender é uma questão de
atitude, que requer a quebra de paradigmas e uma série de
providências, tais como a não-acomodação, a ousadia, a inovação
e a busca permanente de informação”, disse. O consultor abordou
ainda várias questões interessantes acerca do treinamento e
motivação de equipes, que resultam em aumento de produtividade e
fidelização de clientela.
O vice-presidente da Dresser, Dr. Antonio Bragança, foi o
segundo palestrante, na qualidade de representante da Associação
Brasileira de Equipamentos para Postos de Serviços (Abieps). Ele
traçou um histórico da Revenda de Combustíveis desde o seu
início até os tempos atuais, mostrando a evolução dos
equipamentos e as mudanças de hábitos e preferências, tanto por
parte dos consumidores quanto por revendedores e distribuidoras.
“Antes, a Revenda era encarada como tendo foco natural no carro;
hoje, o foco é no cliente”, ressaltou o palestrante. “Os
Revendedores e nós, da indústria, precisamos caminhar sempre
juntos, para que possamos identificar oportunidades de bons
negócios”, disse o representante da Abieps.
Já os contratos firmados entre Revendedores e Distribuidoras
foram a principal tônica da palestra do advogado Leonardo
Bragança, integrante do escritório Bragança e Godinho Advogados
Associados, credenciado do nosso Sindicato. “Cerca de 80% dos
problemas que chegam até nós dizem respeito a eles”, disse
Bragança. “Em geral, a Distribuidora só é ‘amiga’ do Revendedor
no momento de assinar o contrato — e vice-versa”, assinalou o
advogado, alertando a platéia acerca de alguns dos principais
cuidados a serem tomados. O Revendedor deve se certificar, por
exemplo, se a galonagem a ser contratada é exequível; e de que
forma estão descritas e dimensionadas as responsabilizações
ambientais. Outra dica — destacada por Leonardo Bragança como
sendo de extrema importância — é a necessidade de formalizar a
renovatória, nos casos de contratos de locação.
Advogado trabalhista titular de escritório credenciado pelo
Sindestado-RJ, o Dr. Waltair Costa Oliveira discorreu sobre
temas de total interesse para o dia-a-dia de um Posto, tais como
descontos de cheques, jornada de trabalho, feriados, controle de
frequência (ponto), adicional noturno e outros. “O pagamento de
feriados é obrigatório, sim, desde que aqueles expressos em Lei
Federal, Estadual ou Municipal, afirmou o Dr. Waltair, em
resposta a uma dúvida muito comum. “Mas é importante não
confundir ‘feriado’ com ‘ponto facultativo’”, destacou o
advogado, explicando que este último diz respeito apenas a
repartições públicas, e não a Postos.
[Edição nº 92 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]
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