

Defesa
do Consumidor
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Lojas de
conveniência
na berlinda |
[Edição nº 87 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]
O cerco feito pelas autoridades federais, estaduais, e
municipais ao abuso de bebidas alcoólicas pelos motoristas
continua se fechando, em todo o país, afetando o segmento de
lojas de conveniência.
Quando do fechamento desta edição, por exemplo, recebemos a
notícia de que o governo federal teria já pronto o texto de uma
Medida Provisória, proibindo a venda de bebidas alcoólicas em
lojas de conveniências, postos de combustíveis e bares e menos
de 50 metros das rodovias federais.
E vem mais por aí. No dia seguinte ao anúncio da intenção do
governo federal, no Estado do Rio o governador Sérgio Cabral
Filho correu para anunciar medida semelhante, para aplicação
junto às rodovias estaduais.
Em São Gonçalo, desde o início do ano as lojas de conveniência
estão impedidas de comercializar bebidas alcoólicas das 22h às
6h. Uma proibição foi proposta também na Câmara de Niterói.
Desde que foi anunciado, o projeto do vereador Zaff recebeu
duras críticas do Sindestado-RJ, e acabou sendo vetado na
íntegra pelo prefeito Godofredo Pinto.
Outro ‘round’ está sendo travado no Rio de Janeiro, onde um
decreto do prefeito César Maia proibiu a comercialização de
bebidas alcoólicas em lojas de conveniência. No final de
setembro, o Sindcomb conseguiu liminar suspendendo os efeitos do
decreto. Em seu despacho, a juíza Maria Galhardo destacou que o
dispositivo não impediria a compra de bebidas em outros
estabelecimentos comerciais e seu consumo por motoristas. A
juíza assinalou, ainda, que a prefeitura deveria escolher uma
medida mais eficaz na fiscalização, educação e implementação da
segurança no trânsito.
A grande questão é: não basta criar leis e mais leis. Bastaria
aplicar as já existentes, com rigor, e com fiscalização
constante. O resto é demagogia.
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