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Editorial

Todos precisam participar


Por Ricardo Lisbôa Vianna,
presidente do SINDESTADO-RJ



Recém-completado um pacífico período de eleições sindicais, temos algumas considerações importantes de serem compartilhadas com os Colegas. Antes de mais nada, queremos agradecer a confiança que nos foi depositada, mais uma vez, pela categoria. Temos a consciência de muito termos lutado, nesses anos que se passaram, por melhores condições de atuação para os Revendedores de Combustíveis estabelecidos no Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de uma luta constante, que envolve ininterruptos deslocamentos por todo o Estado e, mesmo, pelo território brasileiro como um todo, já que diversos temas são de abrangência nacional, precisando ser apreciados ou combatidos em conjunto com outras entidades e lideranças políticas e administrativas.

Gostaríamos também de registrar o fato de que chegamos ao ponto atual com as eleições se dando em torno de uma Chapa única. Isto inegavelmente demonstra que a Revenda, no Estado do Rio de Janeiro, encontra-se firmemente unida em torno de uma mesma visão de condução sindical. Agradecemos e aplaudimos, destacando que temos ao nosso lado na Chapa 1 tanto companheiros da administração que ora vai chegando ao fim, como também novos nomes, numa composição arejada e renovada, como é desejável num sistema democrático e progressista. Saudamos daqui, desde já, todos os integrantes da Chapa, dos quais esperamos intensa participação e muito trabalho. Juntos, teremos pela frente, além dos desafios do dia-a-dia da Revenda, a tarefa de implementar uma administração ainda mais ágil e moderna em nosso Sindicato.

Mas – e aí pedimos a especial atenção do leitor –, quando falamos de muito trabalho pela frente, isto envolve a todos, e não apenas os representantes eleitos. Isto vale para a sociedade brasileira, assim como para nosso universo sindical. Cada Revendedor precisa, urgente e indispensavelmente, fazer a sua parte, e não apenas aguardar que alguém resolva magicamente todos os seus problemas. O Sindicato pode fazer muito pela categoria, mas é indispensável que todos estejamos em contato solidário e numa postura de participação cooperativa em torno dos mesmos ideais e metas. Caso contrário, sempre estaremos sujeitos a surpresas desagradáveis.

Agora mesmo temos um exemplo à nossa frente: em São Gonçalo, a prefeita acaba de sancionar Lei proibindo que Postos e Lojas de Conveniência comercializem bebidas alcoólicas das 22h às 8h (leia matéria na página 3 desta edição). A notícia nos surpreendeu por completo, uma vez que antes de se tornar Lei tal proposta tramitou na Câmara Municipal, sem que nenhum Revendedor tenha nos informado a respeito. Se isto tivesse sido feito, nosso Sindicato poderia ter atuado politicamente, contestando e combatendo de maneira firme e legítima tal projeto. Mas ninguém avisou ao Sindestado-RJ. Agora, com a Lei sancionada, fica praticamente impossível intervir nesse tema, no que diz respeito a São Gonçalo.

Ao mesmo tempo, temos em Nova Friburgo um exemplo diametralmente oposto. Lá, os Revendedores se mobilizaram assim que souberam da intenção de se criar uma lei seca noturna para os Postos e Lojas de Conveniência. Procuraram nosso Sindicato. Juntos, estabelecemos uma estratégica, que imediatamente foi colocada em ação. Resultado: a Revenda contra-atacou com argumentos e propostas (como a de realizar ações de conscientização dos motoristas), e já conseguiu avanços, amenizando assim os termos inicialmente propostos pelas autoridades. Até agora, a lei seca não foi instituída em Friburgo e — se o for — será muito mais branda do que se cogitava a princípio.

Que os casos de São Gonçalo e de Nova Friburgo nos sirvam para reflexão, neste momento no qual iniciamos um novo tempo de lutas. A necessidade de união de esforços, como se vê, diz respeito a todos nós.




[Editorial da Edição nº 82 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]


 
     
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