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GNV já faz a
festa em Niterói

Depois de Guapimirim, na Baixada Fluminense, agora é a vez de Niterói receber o gás natural. Após diversos anúncios e adiamentos, o governo do estado promete que a inauguração será ainda em novembro. De qualquer forma, na prática o gás já chegou à cidade, ainda que em fase de testes. Tanto assim que pelo menos dois Postos já estão abastecendo veículos.

Nesse meio tempo, começou também o processo para levar o GNV a Teresópolis e Friburgo, na Região Serrana, e a Cachoeiras de Macacu, na Região das Baixadas Litorâneas. Segundo o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, Niterói será o 32º município fluminense beneficiado com a chegada do gás natural.

- Este é um sonho antigo da população de Niterói, especialmente dos taxistas. A expectativa era que o gás só chegasse em 2015, mas o governo Rosinha está antecipando a chegada em quase 10 anos. No início do governo Anthony Garotinho, só o Rio tinha gás natural. Atualmente, superamos a barreira de 30 municípios - lembrou Victer.

O gás natural abastece em Guapimirim a primeira das três fábricas do município: a Indústria Klabin de Papéis, na Estrada Rio-Friburgo 459, em Parada Modelo. Lembrando que o gás natural será um importante estímulo para a economia da cidade, Victer disse que a chegada do combustível ao município serve para atrair mais empresas para a região, aumentando a geração de empregos. Por conta do Pólo Gás-Químico, em Duque de Caxias, Guapimirim abrigará oito indústrias de transformação de plástico.

Depois da Klabin, o gás natural vai abastecer mais duas fábricas de Guapimirim - a Cibrapel e Funguap - e três postos de combustíveis com GNV (Gás Natural Veicular). A concessionária CEG investiu R$ 5 milhões na implementação de 15,8 quilômetros de redes de dutos que vão abastecer os segmentos industrial, residencial, comercial e de gás veicular.

Para o secretário, o GNV não só promove a economia, mas, no âmbito industrial, seu uso produz uma redução importante nos custos mensais, pois o combustível é mais barato e limpo. Ele lembra que só na fábrica da Klabin haverá a eliminação da queima de 9.240 toneladas de óleo combustível por ano, substituído pelo uso de 10,2 milhões de metros cúbicos de gás natural.


[Matéria publicada na Edição nº 73 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]



 

 
     
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