Editorial
Desafios de todos nós
Por Ricardo Lisbôa
Vianna,
presidente do SINDESTADO-RJ
Não adianta reclamar: o fato é que estamos todos num mercado
extremamente sensível, quase volátil, que requer de seus atores
uma extraordinária capacidade de adaptação e readaptação
permanente. Quem não aceitar essa realidade estará fadado a
desaparecer comercialmente, engolfado pelas novidades que não
param de chegar ao cenário.
Pelo menos para nós, Revendedores de Combustíveis, a mudança é a
tônica do dia-a-dia nos últimos anos. Nos vemos sufocados por
novas legislações, novas exigências, novas tecnologias, novos
procedimentos que nos são exigidos. Exigidos por quem? Pelo
mercado, pelo consumidor, pelos legisladores, pelos fiscais,
pela própria concorrência.
Hoje, outubro de 2005, não temos a menor hesitação em afirmar
que está definitivamente sepultado, relegado às lembranças
históricas, aquele tempo em que o Revendedor podia se dar ao
luxo de lidar com seu Posto como uma espécie de negócio
cartorial, de cartas marcadas e lucro sempre alto e certo.
Bastava “dar uma passada por lá” de vez em quando, conferir
algumas contas básicas, e pronto: estava “administrado” o
empreendimento.
Qualquer Revendedor com um mínimo de bom senso sabe que hoje o
quadro é totalmente diferente. Precisamos ser incansáveis em
nossa adaptação à realidade, e necessitamos ser rigorosos,
intransigentes mesmo, na defesa de nossos pontos de vista. Estão
rondando aí fora, com fome ancestral, as grandes distribuidoras,
que não nos deixam mentir. Elas têm dinheiro de sobra e
assessorias regiamente pagas nos mais variados níveis, para
tentarem se impor sobre os mais fracos. Nadaram de braçada por
muito tempo. Nos últimos tempos, graças à crescente união de
nossa categoria, têm sido raras as vezes em que a Companhias
conseguem marcar algum ponto.
Nesse cabo de guerra nós, Revendedores, estamos ganhando
seguidas vezes. Agora mesmo, a Servacar — aquela excrescência
absurda por meio da qual a Esso insistia em operar, ilegalmente,
Postos de Combustíveis — acaba de ter sua morte decretada. A
poderosíssima Distribuidora afinal cedeu à pressão da Revenda e
da ANP, que exigiam o cumprimento do óbvio. E assim foi feito.
Antes, a mesma Esso já havia amargado uma fragorosa derrota com
sua mal-sucedida proposta de introdução do sistema de
‘self-service’ no Brasil.
Temos muito mais pelo que lutar e vencer. Mas só conseguiremos
isso juntos. Unidos. Felizmente, o Sindestado-RJ vem obtendo
grande êxito em promover tal união. É claro que precisamos de
mais Colegas junto a nós, participando da rotina sindical. Este
é um processo praticamente infinito, já que sempre estaremos
precisando manter atraído o maior número de Revendedores
possível. Mas o fato é que temos conseguido esse objetivo, com
grande participação de Colegas de todo o Estado do Rio de
Janeiro.
Bastante a propósito, já que estamos na edição que antecede a
nossa Festa anual, gostaria de lembrar aos leitores que em nossa
35a confraternização teremos, uma vez mais, uma loja-modelo do
sistema “Como Convém”, que tanto público atraiu no ano passado.
A diferença, para melhor, é que desta vez a lojinha estará ainda
mais equipada e atraente, já que nos últimos meses nosso
Sindicato e a RJ Combustíveis fecharam diversas novas parcerias,
tornando os pontos “Como Convém” cada vez mais sedutores para o
público consumidor.
No mais, uma ótima Festa para todos. E aproveitemos o momento
para consolidar ainda mais a soma de nossas forças, porque os
bons resultados têm aparecido. E porque somos capazes de ir
muito mais à frente. Juntos.
[Editorial da Edição nº
73 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ]