Editorial
Esperança renovada
Por Ricardo Lisbôa
Vianna,
presidente do SINDESTADO-RJ
Apesar dos pesares, nós Revendedores continuamos vivos, ativos e cheios de disposição para encarar — e vencer — novos desafios. É difícil ? Claro que é. Mas nós somos assim, e temos que nos orgulhar disto. Afinal de contas, poucas categorias empresariais neste país conseguiriam demonstrar o fôlego, a garra, a perseverança e, por que não dizer, a teimosia da Revenda de Combustíveis.
É isso que desejo chamar à reflexão dos Colegas, nesta nossa edição de final de ano. Vamos nos permitir olhar em torno e constatar, serenamente, o quanto que temos conseguido resistir. Não nos faltam obstáculos e adversidades: o Brasil, como bem sabemos, é pródigo em permanentemente criar novas exigências e estabelecer novas penalidades para quem, como nós, gera empregos, recolhe impostos e presta serviços essenciais à população e ao próprio desenvolvimento do país. A todo instante somos avisados de uma nova Lei, de uma nova Portaria, enfim, de uma nova disposição qualquer, a ser implementada a toque de caixa, sob pena de sofrermos pesadas sanções, não raro de caráter cumulativo. E tome fiscalização em cima.
E no entanto resistimos. Nossa categoria tem conseguido ir enfrentando e vencendo, uma a uma, as adversidades que vão sendo colocadas à sua frente. Algumas delas, é bem verdade, chegam a causar desespero quando surgem no cenário. São assustadoras na forma e absurdas no conteúdo. Mas acabam não resistindo à nossa atuação firme e unida, em todo o Brasil, em defesa dos legítimos interesses da Revenda. Assim temos agido, assim temos vencido: uma batalha de cada vez, todos os dias. E vamos indo. Vamos sobrevivendo, e assim mostrando toda a nossa força.
É por isso que devemos nos orgulhar. Todos nós, Revendedores, somos na verdade grandes exemplos como empresários, já que lutamos continuamente em situação desigual de forças, contra grandes grupos econômicos e contra a incompreensão de governantes e administradores públicos — e temos nos mantido.
É claro que não se consegue enfrentar tantas e tamanhas batalhas sem sofrer arranhões, cortes e ferimentos generalizados. Isto seria impossível. Portanto, não vamos nos envergonhar dos baques que sofremos, dos eventuais tropeções ocorridos aqui e ali, dos apertos financeiros e, mesmo, das muitas angústias que nos assombram. Passar por isto é humano. Não passar por isto é que seria estranho, para não dizer impossível.
Cabe lembrar também outra grande qualidade que nossa categoria tem demonstrado, especialmente nos últimos tempos: é a criatividade em buscar caminhos alternativos e éticos para, dentro da lei e do respeito ao público consumidor, conseguir sobreviver comercialmente neste mercado tão injusto e cheio de disparidades e irregularidades. E, cá para nós, a Revenda vem dando um banho de criatividade, não é mesmo ? Estão aí como prova, Brasil afora, as recém-nascidas centrais de compras e os sistemas independentes de lojas de conveniência, como dois exemplos concretos desta nossa capacidade de inovar, de surpreender, de criar em meio à adversidade.
Portanto, temos motivos de sobra, sim, para festejar. A situação é dura mas todos nós temos nos mantido até agora. E nos manteremos, com a ajuda de Deus e a crescente união dos Colegas em torno de nossas causas.
Finalizo desejando um excelente 2005, com muita paz e prosperidade para todos. Que continuemos juntos, lutando, surpreendendo — e vencendo sempre.
[Editorial da Edição nº 65 do JORNAL DO SINDESTADO-RJ /
dezembro de 2004]