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Editorial

Parceiros, e não concorrentes

Por Ricardo Lisbôa Vianna,
presidente do SINDESTADO-RJ


Pelo menos aqui no Estado do Rio de Janeiro, nossa categoria está prestes a experimentar uma mudança de postura sem precedentes em toda a sua história. Tão simples quanto poderosa, esta mudança pode ser resumida no seguinte: os Revendedores começam a se olhar entre si não mais como concorrentes, mas como parceiros em potencial, que podem — e devem — somar esforços em busca de bons negócios. Simples, não é mesmo? Por isso dissemos que é uma idéia tão simples quanto poderosa. 

Neste exato momento, temos a satisfação de assistir ao nascimento de uma entidade cujos contornos primordiais foram surgindo justamente a partir de conversas entre colegas, em reuniões em nosso Sindicato. Esta entidade à qual estou me referindo existe formalmente há apenas 48 horas, no momento em que este editorial está sendo redigido. Por hora, vamos chamá-la provisoriamente de “Central de Compras”, porque ela terá como função exatamente isto: ser uma central que receberá todos os pedidos de produtos e serviços dos Postos a ela associados, e sairá no mercado negociando as melhores condições de preços, qualidade e prazos de pagamento. 

Em outras palavras, esta entidade negociará no atacado — em nome de dezenas ou centenas de Postos — para atender ao interesse de cada varejista. Isto valerá, por exemplo, tanto para combustíveis quanto para itens típicos de lojas de conveniência, tal como já começou a ocorrer na região de Campinas, em São Paulo, com resultados animadores. Aliás, gostaria de agradecer publicamente, aqui, ao presidente do Recap, Emídio Martins, representando todos os demais Revendedores de lá, pelo desprendimento e pelo espírito solidário com que nós, do Sindestado-RJ, deles recebemos sugestões e informações fundamentais para que chegássemos ao estágio atual.

Quanto à entidade recém-criada aqui para o Estado do Rio, que fique bem claro: embora surgida a partir de propostas do nosso Sindicato, a Central de Compras já nasce com personalidade jurídica própria, com estatutos e diretoria independentes do Sindestado-RJ. Feita a primeira Assembléia Geral, agora a Central vai ser minimamente estruturada para que possa atuar o quanto antes. Isto deverá ocorrer bem rápido. E posso adiantar que os resultados têm tudo para ser dos melhores.

Só para ficarmos num exemplo, vamos falar das Lojas de Conveniência. Pelo modelo com que foram implantadas no Brasil, em geral elas acabam sendo um bom negócio apenas para as Companhias-franqueadoras, que cobram aluguel, royalties, taxas disto e daquilo, controlam todo o movimento e impõem ao Revendedor a participação em campanhas promocionais negociadas exclusivamente por elas. Já graças à recém-nascida Central de Compras, o Revendedor poderá fazer a sua própria Loja de Conveniência, em ótimas condições de preços e prazos, lidando com itens de qualidade e, especialmente, livre para se dizer realmente dono de seu próprio negócio.

Como dissemos, estamos apenas começando. Mas tudo indica que este momento tem tudo para se constituir no divisor de águas para nossa categoria, aqui no Estado do Rio de Janeiro. Sinta-se convidado a participar desta revolução.

 
     
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