Faça a sua conveniência
Nada como uma idéia cujo tempo tenha chegado. Bastou nossa edição passada começar a ser distribuída que a matéria publicada na página 11, “Sindestado propõe lojas de conveniência independentes, sem royalties ou aluguel”, teve repercussão imediata. De todo o Estado do Rio de Janeiro, Revendedores telefonavam ou mandavam faxes e e-mails mostrando-se interessados em aderir à proposta do Sindicato e desejosos de maiores detalhes sobre quando e como participar da nossa iniciativa.
O que naquele momento estava sendo anunciada, simplesmente, era a disposição do Sindestado-RJ de reunir Colegas que tivessem interesse em montar suas próprias lojas de conveniência, sem os grilhões dos contratos impostos pelas Distribuidoras. Daquele momento até agora a proposta inicial já evoluiu muito, graças a estudos e reuniões que a Diretoria do nosso Sindicato vem mantendo, às vezes ao ritmo de três e até quatro por dia, com potenciais fornecedores do sistema que estamos propondo criar. Detalhe importantíssimo: até o momento do fechamento esta edição já registrávamos exatos 50 Revendedores que, após aprofundar entendimentos sobre o sistema, e ele já estavam aderindo formalmente.
Em outras palavras, já temos 50 Revendedores unidos em torno da proposta da criação de uma Loja de Conveniência independente das Companhias e seus contratos absurdos — contratos que só dão lucros, vantagens e benefícios para as Distribuidoras, como bem sabemos. O que o Sindestado-RJ está vislumbrando é a criação de uma marca, em torno da qual se reunirão os Postos integrantes do novo sistema. Os produtos serão negociados pela marca, tanto em termos de preços quanto de prazos de pagamentos, o que dará um peso evidentemente muito maior do que qualquer negociação individual. E isto sem que o Revendedor precise pagar royalties, participações nos lucros ou aluguéis como os que são típicos das Lojas de Conveniência das Companhias.
Um atrativo muito especial é que diversas empresas de bebidas, alimentos, cigarros e de prestação de serviços já procuraram o Sindestado-RJ nestas últimas semanas, oferecendo condições interessantes.
— Nos termos em que foram introduzidas no Brasil, as Lojas atuais são “de conveniência”, realmente: convenientes para as Companhias, que arranjaram assim mais um meio de ampliarem seus lucros já estratosféricos — comenta o presidente do Sindestado-R, Ricardo Lisbôa Vianna.
Ricardo destaca que além de fornecedores interessados o Sindicato já iniciou entendimentos inclusive com profissionais de arquitetura e de obras civis, para deflagrar uma série de orçamentos para a construção ou adaptação de instalações para o funcionamento das novas Lojas de Conveniência. Mirando-se na experiência bem-sucedida que os Colegas da região de Campinas recentemente iniciaram (leia matéria em anexo a esta reportagem), o Sindestado-RJ prevê três modelos básicos para as Lojas: tipos “A” (para ambientes entre 25 e 35 metros quadrados); “B” (a partir de 35 metros quadrados) e “C” (a partir de 70 metros quadrados).
— O sistema que estamos propondo leva em conta, antes de mais nada, a realidade do Revendedor, suas possibilidades e disponibilidades — diz Ricardo. — A Loja tem que ser compatível com o restante do negócio dele.
Para participar do sistema o Revendedor terá que cumprir alguns requisitos, como ser sócio em dia com o Sindestado-RJ. Na parte das instalações, por exemplo, cada ponto será vistoriado pelas equipes de engenharia e de arquitetura para poder ser adaptado dentro dos padrões (inclusive visuais) da nova marca.
Nas próximas semanas nosso Sindicato prosseguirá realizando reuniões com fornecedores interessados. Os Colegas Revendedores que quiserem participar do novo sistema (ou simplesmente conhecer mais detalhes a respeito) estão convidados a fazer contato com a Sede (tel. (21) 2627-4177), para deixarem seus dados de contato com a Srta. Rosangela, para agendamento de reunião dentro em breve.
(leia a íntegra da matéria na versão impressa do JORNAL DO
SINDESTADO-RJ)