A posse da nova diretoria
Prestigiada pela presenças de lideranças políticas e sindicais e por Revendedores de todas as regiões do Estado, a posse da nova Diretoria do Sindestado-RJ aconteceu no dia 22 de março no auditório da Sede do Sindicato, em Niterói, num evento descontraído, sem muitas formalidades, porém marcado por pronunciamentos de exaltação para que categoria enfrente, unida e com muita determinação, as adversidades que têm surgido à sua frente. A nova gestão vai até 2007.
Além de membros da Diretoria eleita, participaram da solenidade, dentre outros, o presidente da Fecombustíveis, Gil Siuffo, e o diretor executivo da Federação, Luiz Felipe Lopes de Souza (representando não apenas o presidente Gil Siuffo, que não pôde permanecer até o final dos trabalhos, mas também o deputado federal Simão Sessim); o diretor do Sindicato do Município do Rio de Janeiro, Antônio Nogueira; o Dr. Renato Visco, assessor do ex-ministro e atual deputado federal Francisco Dornelles, e ainda o ex-deputado federal e hoje vereador no Rio de Janeiro Ricardo Maranhão.
Ao abrir os trabalhos, o presidente reeleito Ricardo Lisbôa Vianna agradeceu a presença de todos, registrou seu reconhecimento para com os diretores, funcionários e prestadores de serviços do Sindicato, e destacou sua gratidão pelo espírito de luta pela Revenda de Combustíveis que marcava cada um dos presentes, em sua esfera de atuação profissional.
— O simples fato de nós conseguirmos estar juntos, aqui, em defesa de nossa categoria, já quase agonizante, demonstra que os senhores têm sangue, têm garra, têm determinação para que juntos consigamos chegar a algum lugar — assinalou Ricardo Lisbôa Viana.
Ele lembrou ainda que a Revenda em cada região do Estado apresenta, em geral, problemas diferentes, havendo porém um que é comum a todas: as baixas margens de comercialização dos combustíveis:
— É simplesmente impossível sobreviver com as margens atuais. Em diversos pontos do Estado, temos visto os preços de bomba serem inferiores aos preços de custo para os Revendedores. Temos que lutar rapidamente para acabar com esta situação de margens irreais, pois caso contrário nada restará ao Revendedor senão fechar as portas — disse Ricardo, acrescentando que não apenas é importante a união da categoria, mas também seu poder de articulação junto às lideranças políticas para que tal quadro seja enfrentado com eficiência.
A este respeito, Ricardo Lisbôa Vianna fez um agradecimento especial àquelas lideranças que têm compreendido as dificuldades da Revenda, posicionando-se lado a lado com os anseios legítimos da categoria. Caso, por exemplo, dos deputados Francisco Dornelles e Simão Sessim, e do vereador Ricardo Maranhão, que convidou a falar como representante da classe política.
Ao usar da palavra, o vereador destacou que a reeleição sindical havia referendado a legitimidade das administrações de Ricardo Lisbôa Vianna à frente do Sindestado-RJ:
— Esta recondução à presidência é o maior atestado da seriedade e da competência com que o revendedor de Combustíveis tem sido defendido por este Sindicato — ressaltou Ricardo Maranhão, que destacou que as dificuldades atualmente diante da Revenda são extremamente duras, necessitando da indispensável soma de esforços de todos os membros da categoria para que elas possam vir a
ser superadas:
— Costumo frisar sempre na associação de engenheiros da Petrobras, da qual sou vice-presidente, que uma andorinha só não faz verão. E isto vale também para vocês, Revendedores. O momento é difícil, sim, mas é nos momentos de dificuldade que nós temos que prestigiar os Sindicatos, nos unir a eles. O Sindicato é a base, a estrutura de defesa de qualquer categoria, e não há democracia sem uma sociedade organizada.
Lembrando que no momento destacam-se na ANP pessoas sensíveis às questões da Revenda, tais como o embaixador Sebastião Rego Barros (diretor-geral) e Haroldo Lima (diretor), Ricardo Maranhão falou da necessidade estratágica do setor para o País:
— É inegável a importância de uma categoria como a de vocês, que representa mais de 26.000 pequenas e médias empresas genuinamente brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento do Oiapoque ao Chuí, e garantindo mais de 350.000 postos de trabalho. Imaginem o que seria do Brasil se a Revenda fosse aniquilada, se nós permitíssemos, por exemplo, que a grandes Companhias tomassem conta do mercado. Elas são grupos poderosíssimos, que não demorariam em aniquiliar por completo a concorrência dos pequenos Revendedores e passariam de imediato a escravizar o público consumidor. Tamanha concentração econômica seria absolutamente antidemocrática — disparou o vereador, que finalizou afirmando acreditar no Brasil e nos homens de bem para vencer as dificuldades:
— Eu costumo dizer que nós, homens de bem, temos que ter no mínimo a audácia dos bandidos. Nós não podemos esmorecer. Uma categoria como a de vocês, formada por lutadores, certamente que em sua quase totalidade por homens dignos, não pode se deixar quebrar por uma meia dúzia de delinqüentes que adulteram produtos e sonegam impostos — afirmou Ricardo Maranhão.
Por sua vez, o diretor-executivo da Fecombustíveis, Luiz Felipe Lopes de Souza frisou sua satisfação em estar prestigiando a posse da nova Diretoria especialmente porque considera Ricardo Lisbôa Vianna, mais que um companheiro sindical, um amigo particular:
— Em todas as reuniões em que participamos na Federação, Ricardo Lisbôa Vianna é presença importantíssima, sempre ouvida pelo presidente Gil Siuffo. Assim, por tudo o que ele vem realizando pela categoria, digo que o Sindestado-RJ está de parabéns por tê-lo mantido na presidência por mais um mandato — disse Luiz Felipe, que abordou ainda o problema da alta carga tributária hoje incidente sobre os combustíveis:
— Acabamos de ler reportagem mostrando que 59% do preço final da gasolina no Brasil, hoje, é de impostos. E justo agora, quando estamos chegando à independência em termos de petróleo. Porém, 50 anos atrás, quando o Brasil importava quase todo o combustível que consumia, a carga de impostos era de apenas 4%. Esta ânsia do governo em tributar faz com que maus companheiros Revendedores queiram não recolher seus tributos. Com uma carga tão alta de impostos, a sonegação torna-se um chamariz para a ação de pessoas desonestas, que se tornam concorrentes desleais e desarranjam o mercado — analisou o representante da Fecombustíveis, lembrando que os combustíveis são tributados por um preço de pauta irreal, estipulado pelo governo.