Inauguração do Novas Fontes
1 amplia panorama do gás natural no Estado
O fornecimento de gás natural do Estado do Rio de Janeiro
ganhou impulso considerável no final de setembro, com a
inauguração do gasoduto Novas Fontes 1 em Seropédica, na
Baixada Fluminense. Trata-se de um novo ponto de entrega de gás,
que permitiu a oferta de mais 35 mil metros cúbicos de gás
natural por hora, assim como a expansão das redes de gás na
Zona Oeste do Rio. A CEG investiu R$ 30 milhões para realizar
os 27 quilômetros da obra, que levou dois anos para ficar
pronta.
A obra é considerada fundamental para aumentar a segurança no
fornecimento – e também para a expansão das redes, atendendo
a maior número de consumidores. Estima-se que 50 Postos de GNV
poderão ser abertos. O Novas Fontes 1 começa em Japeri, passa
por Seropédica e vai para Campo Grande. Até o final deste ano,
serão inaugurados também o Novas Fontes 2 (com 12 quilômetros,
entre Japeri e a termelétrica Eletrobolt); e o Novas Fontes 3,
com 23 quilômetros de extensão, que irá para Jacarepaguá.
Já em função da chegada dos novos tempos, na semana em que
seria inaugurado o Novas Fontes 1 a Secretaria Estadual de
Desenvolvimento da Baixada Fluminense promoveu palestra técnica
sobre a expansão do gás natural na região. O evento contou
com as presenças de empresários, representantes de entidades
civis e comunitárias, e de secretarias estaduais e municipais.
O Sindestado-RJ também participou, através de nosso
presidente, Ricardo Lisbôa Vianna, e do secretário-executivo,
Helênio Francisco de Souza.
A CEG se fez representar por diversos de seus quadros, entre
eles o diretor comercial, Bruno Armbrust; o gerente para grandes
clientes, Ricardo Lamassa, o gerente para GNV, Julio Blanco, e o
gerente de relações externas, Olavo Rufino. A palestra foi
feita pelo diretor comercial, Bruno Armbrust. Ele traçou um
panorama do gás no Estado do Rio de Janeiro, enfatizando as
mudanças ocorridas no setor a partir de 1997, quando a
Companhia foi privatizada, discorrendo sobre a situação atual
e revelando quais os próximos passos para expansão da oferta
de gás natural.
No Plano de Expansão da Companhia para o período 2003-2007,
está a consolidação das áreas atuais, envolvendo Rio de
Janeiro, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Resende e Campos; e também
a entrada de novos municípios no sistema de abastecimento de gás,
tais como Itaboraí, São Gonçalo, Niterói, Cabo Frio, Arraial
do cabo, São pedro D'Aldeia, Macaé, Volta Redonda, Barra
Mansa, Barra do Piraí, Piraí, Petrópolis e Três Rios. Os
recursos investidos na expensão do sistema de gás natural no
Estado do Rio indicam o salto que está ocorrendo – e vai
ocorrer – no setor: os R$ 92 milhões aplicados entre 1990 e
1997 pularam para R$ 445 milhões entre 1998 e 2003, disparando
para um total previsto da ordem de R$ 1.083 milhões no período
2004 a 2007.
Especificamente quanto ao GNV, o Plano de Expansão 2003-2007
prevê a cobertura de 12% da frota do Estado, havendo 4.500
conversões/mês de veículos leves (dentre os pesados,
vislumbra-se o abastecimento de 500 ônibus a gás até 2007).
Hoje há 615 Postos de GNV no Brasil, dos quais cerca de um terço
estão concentrados justamente no Estado do Rio de Janeiro. Por
sinal, este é o Estado brasileiro que vem registrando o maior
crescimento anual de consumo de GNV, tendo saltado de tímidos
29 milhões de metros cúbicos em 1997 para nada menos que 419
milhões no ano passado. E os indicadores poderiam estar bem
melhores, se não ocorressem dificuldades para o licenciamento
ambiental das obras.
– A meta era chegar aos 244 Postos de GNV em 2003 mas, devido
principalmente à demora em processos de liberação de projetos
para expansão de redes, o total até o final deste ano deve
ficar na casa dos 220 Postos – explicou Bruno Armbrust.
O diretor comercial assinalou que a Companhia tem interesse em não
apenas ligar cada Posto para o abastecimento de veículos, mas
também fornecer gás para as próprias instalações dos
Revendedores:
– Um Posto de GNV também pode ter a sua loja de conveniências
e seus aparelhos de ar condicionado supridos a gás. Temos
interesse em instalar o máximo de pontos de fornecimento em
cada Posto que ligamos à rede – disse Bruno Armbrust.