Estado do Rio caminha
a passos largos para ter
200 Postos de GNV
O fenômeno é de proporções nacionais: na última virada de ano, o GNV já havia atingido a marca dos 13% dos totais de vendas das principais distribuidoras em nosso País, em cerca de 500 Postos de GNV em todo o Brasil, contabilizando em torno de 450 mil usuários - havendo a expectativa de este total bata a marca de 1 milhão em dezembro próximo.
Firme na liderança nacional no consumo de Gás Natural Veicular (GNV), o Estado do Rio de Janeiro mantém curvas de crescimento acentuadas no setor: os pioneiros 28 Postos que operavam por aqui em dezembro de 1999 saltaram para 60 (dezembro de 2000) e deverão totalizar 200 em dezembro próximo. Só no ano de 2002, somando o GNV fornecido pela CEG e pela CEG-Rio, o consumo total foi de 419 milhões de metros cúbicos, em todo o Estado. No total, até o final de 2003 a CEG e a CEG-Rio deverão ter instalado de 80 a 90 quilômetros de redes, para fornecimento aos cerca de 100 novos Postos de GNV previstos.
Com tamanha procura, não é de se estranhar o expressivo contingente de Revendedores ansiosos por trabalhar na comercialização do GNV. Falar sobre o tema é quesito atualmente quase que obrigatório, em qualquer roda de conversas de Revendedores, animados com a explosão de consumo e de interesse popular pelo “novo” combustível.
O interesse não se prende apenas a detalhes acerca de construção, operação e faturamento dos Postos de GNV, mas também a viabilidade de sua operação - e, até mesmo, algumas inovações que são cogitadas. Caso, por exemplo, de regiões que ainda estão por receber as tubulações para gás, como Petrópolis, para onde não se descarta a alternativa de oferecer, provisoriamente, gás em cilindros levados por caminhões-feixe. Uma ou mais empresas, inclusive a própria CEG, poderiam operar estes caminhões, que seriam precursores da chegada da rede, numa antecipação dos investimentos a serem realizados para o uso do GNV. A CEG tem projeto para este empreendimento.
— Temos hoje cerca de 650 pedidos cadastrados, aqui na Companhia - diz Júlio Blanco, gerente da CEG para GNV. Ele aproveita para explicar que não basta, simplesmente, “a rede passar na porta” de um imóvel para que este seja caracterizado como viável para a operação de um Posto de
GNV:
— Há uma série de fatores a considerar, dentro das possibilidades e dos cronogramas — reforça Blanco. — Por isto não basta olhar apenas para a proximidade ou não da rede: é o setor de engenharia da CEG que tem como responder com precisão sobre a viabilidade de um Posto num determinado local, já que administra a rede de fornecimento como um todo, sabe os volumas de gás já comprometidos e as demandas que estão sendo atendidas.
Dentro do que é possível atender, há também que se considerar ordem cronológica dos pedidos. Não se pode simplesmente ir agregando novos clientes, efetuando mais e mais ligações, pois há um limite de saturação para a rede, lembrando que para reforçar as redes é necessária a autorização da
Feema.
Para fazer a consulta junto à CEG, o interessado tem que se identificar, enviando cópias de documentos que demonstrem que ele é dono ou tem o direito de uso do terreno. “Se além do terreno ele já tem o Posto, deve anexar também o registro da ANP, assim como indicadores para a precisa localização do imóvel”, ensina Júlio Blanco.
Convém também checar na Prefeitura local se há algum impedimento para a instalação de um posto de GNV no local pretendido. Os dados serão conferidos na CEG e encaminhados ao setor de engenharia, que analisará a viabilidade técnica e econômica de uma eventual instalação.
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